O ParouTudo acompanhou a quinta edição do Encontro Nacional Universtário de Diversidade Sexual – ENUDS, em Goiânia, entre os dias 11 e 14. Na quinta-feira a conferência de abertura tratou da temática da vez: ‘Militância e Academia: ressignificando práticas e conceito para subversão da heteronormatividade’.
A mesa de boas-vindas aos estudantes de todo o país foi composta pelo representante da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência do Brasil, Eduardo Santarello; diretora do Museu Antropológico do Goiás, Neiclara Paiva de Lima; estudante de Letras que faz parte da comissão organizadora do evento, Polliana Marques Vaz; e Léo Vizo, também coordenador do evento. O tenor Dêmades Gomes Farias entoou o Hino Nacional.

Não é a tôa que a faculdade de Antropologia vestiu a camisa da causa LGBT. Mudar comportamentos para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e democrática, têm tudo a ver com a ciência que estuda o comportamento humano. “Esperamos que com o ENUDS as pessoas possam se conscientizar de maneira transparente e real, a fim de um mundo melhor” diz a diretora Neiclara.
Para ambientar os estudantes a cerca da temática a professora Miriam Pillar Grossi, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, explica o que é ‘abaixo à heteronormatividade’. Parece complicado o termo? Mas não é. Ele se refere às representações, teorias e práticas sociais que dão a entender que ser heterossexual é normal. Um exemplo é a dicotomia entre ‘ativo’ e ‘passivo’ como que se a sexualidade tivesse a ver apenas com a penetração e reprodução. Então ao questionar a heteronormatividade pode-se tentar restabelecer um ambiente de ordem e de aceitação da diversidade sexual.
A professora também destaca o papel de professores no ambiente universitário. “É de extrema necessidade que os professores abordem o tema nas salas de aula. É preciso criar militâncias pela causa. As pessoas vivem em busca de uma identidade. Mas que identidade? Qual o objetivo dessa identidade?”. E busca a resposta ao questionamento de qual é a colaboração da academia com a própria militância.
Cerca de 300 estudantes de 21 estados brasilieiros participaram do evento, que teve quatro mesas redondas, plenárias de ordem, exposições, oficinas e festas. O grupo LGBT Colcha de Retalhos, formado por estudantes da UFG, foi o responsável pela organização do 5º ENUDS. A próxima edição será feita pelo grupo Orquídeas, no Pará.

Comissão Organizadora do 5º ENUDS

Auditório cheio na Conferência de Abertura
*Colaborou César Rebouças
Veja também
: : Vídeo da comissão organizadora do 5º ENUDS
: : Matéria sobre os estudantes do evento
: : Programação da Parada do Orgulho de Goiânia
: : Entrevista com Letícia Marques, da ONG Laços