Direto de Floripa, DJ Alê Vidal
já está na cidade e dá entrevista
Da bela ponte Hercílio Luz, famoso cartão postal de Florianópolis (foto), para a ponte JK, de Brasília. Ou ainda: da Ilha da Magia para a Ilha da Fantasia. No DF pela primeira vez, para tocar na festa GLOW de sábado, o catarinense Alê Vidal, canceriano de 26 anos, trabalha como DJ há dois e desde que tocou no carnaval de 2007 promovido pela The Week em Florianópolis e na festa Sunrise, em alto mar, em fevereiro passado, ganhou projeção e tem tudo para crescer ainda mais a partir de agora e excursionar pelas pick-ups de todo o país.
O rapaz, que se demonstrou simpático e simples durante a entrevista, tem uma carreira de sucesso para trilhar e quer quebrar tudo ao abrir a pista da terceira edição da GLOW.

Como você começou a tocar?
Não virei DJ de uma hora para outra. Tudo começou aos 18 anos, quando passei a frequentar a noite. O gosto pela música eletrônica foi surgindo e fui tendo curiosidade para aprender a tocar. Fiz um curso rápido de DJ, mas não foi suficiente, então busquei ajuda de várias pessoas para aprender a tocar. Quem me deu muita força foi o DJ e produtor André LAC, de Floripa, que é meu amigo até hoje. Depois é a prática e o contato com o público que nos faz crescer cada vez mais.
Quem te inspira a tocar?
Admiro muito minha mãe. Ela me apóia em tudo que eu faço, pois é uma guerreira, acho que a força dela para mim é muito inspiradora. Como DJ e produtor o grande português DJ Paulo, sem dúvida.
Por que ele em específico?
Bom, ainda não o ouvi tocar, vou conferir o som dele agora durante a Parada de São Paulo, mas o admiro como produtor porque acho que ele sabe usar melhor os elementos do tribal em suas produções. Ele usa o teclado, baixo e a percussão melhor que muitos outros DJ renomados. Sabe distribuir estes elementos bem na música. Não chega e joga tudo de uma vez. Ele conta uma história em suas músicas. Tenho contato com ele pelo MySpace e falei que vou pela primeira vez vê-lo ao vivo então ele me mandou sua versão de ‘4 minutes’ da Madonna que com certeza vou tocar na festa no sábado.
Em que festas você já tocou?
Comecei tocando em uma festa de um amigo em São Paulo para 80 pessoas, depois a minha primeira festa grande foi a Sunrise Party, que é a famosa festa do Iate que acontece todo os fins de ano e carnaval em Floripa. Em seguida, fui correndo atrás das festas e me divulgando e aos poucos fui recebendo convites de Porto Alegre, Curitiba e outras cidades. Toquei também na Pool Party da The week no carnaval em do ano passado ao lado do brasiliense André Queiroz, que virou um grande amigo.
Um momento marcante nas pick-ups.
Sem dúvida a festa de 1 ano da Closet Party em Porto Alegre. Chorei de emoção com todos amigos ali e a casa cheia.

Como é a sua rotina fora das pistas?
Minha outra grande paixão é o esporte. Comecei a estudar Educação Física há uns anos, mas quero retomar e agora estou me preparando para fazer vestibular novamente. Sempre pratiquei muito esporte. Faço academia, jogo futebol e vôlei toda semana. Sempre gostei muito de lutas também. Fiz anos de Kung Fu e tenho troféis estaduais da modalidade de combate Wushu. Fiz capoeira também.
Você é vaidoso?
Vaidoso não seria a palavra certa. Eu me cuido fazendo academia mesmo e praticando esporte.
O que está achando da cidade?
A primeira vista está me lembrando um pouco Curitiba que também tem essas avenidas retas. É bem arborizado também. Estou gostando, já posso dizer (risos).
Quais são suas expectativas para tocar aqui?
A expectativa é das melhores possíveis. Sempre tive vontade de tocar por aqui por eu ter vários amigos e sempre ouvir falar das grandes festas que acontecem aqui. Agora que surgiu a oportunidade quero aproveitá-la ao máximo.

O que o público da GLOW pode esperar de seu set no sábado?
Muita energia positiva de Floripa para Brasília. Espero atingir a pista de uma maneira gostosa e alegre.
Como você vê o crescimento da noite em Floripa?
A noite de Floripa está cada vez melhor, sem dúvida. As pessoas cada vez mais vêm descobrindo nossa terra. Tanto reveillon como no carnaval as festas são incríveis. Lugares muito bons e produções muito organizadas. Fora dos feriados de grande movimento, ainda tem muita coisa para crescer, porque a noite acaba sendo vítima de apenas uma grande boate. Mas tem recebido um gás novo a cena.
O que você acha da comparação dizer que Floripa é a Ibiza brasileira?
Acho que cada cidade tem seu estilo. Acho que a comparação vem pela analogia óbvia de serem ambas uma ilha e pelo fato de termos praia e baladas tudo junto.
Uma tendência atual entre produtores é fazer novos remixes de música antigas. O que você acha disso?
Eu adoro! E em breve quando eu começar a produzir vou fazer também. Acho demais isso. Já tenho um arquivo grande de acapellas de minhas bandas favoritas tipo Aha. Já tenho planos de passar um tempo em São Paulo para começar um curso de produção por lá.
Alguns DJs preferem se vincular a clubes e ter sua residência e outros preferem ficar mais livres para poder viajar mais. Que linha você pretende tomar?
No começo de carreira não tem como não querer este vínculo de ter uma residência. Porque é daí que se tem uma referência para tocar fora. Já tenho minha residência no Jivago e vou agarrar outras oportunidades que aparecerem. Sempre dá para se conciliar uma residência com pelo menos uma viagem por mês.
Top 5 de Maio:
1- William Umana Feat. Alan T. - Elektrica Salsa (Alternative Mix)
2- José Spinnin Cortés Feat. Joe Welch - The One (Original Mix)
3- Mary J Blige - Just Fine (Twisted Dee Mix)
4- Altar Feat. Amannda - Away From Me (DJ Fist Electro Private Mix)
5- DJ Fist - Anywhere (Original Mix)