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Depois de voltar de Israel, Ana Paula toca
no Rio Quente. ParouTudo fala com a DJ
Publicado em 03.04.08 : : Ricardo Lucas. Fotos: Arquivo pessoal

Após voltar de sua segunda viagem a Israel para tocar com Offer Nissim e logo depois de estrear projeto na The Week Rio, onde é residente, neste fim de semana a DJ Woman Ana Paula vem ao Centro-Oeste como uma das principais atrações do primeiro festival GLS do Brasil no Rio Quente Resort. E a DJ já tem data marca para Brasília também. Ela toca na festa Illusion, na Blue Space, no dia 19. 

Por e-mail, a talentosa rainha das pistas brasileiras que ganhou o mundo conversou com o ParouTudo. 

Como foi tocar mais uma vez em Tel Aviv?

Israel é sempre mágico do momento em que desço do avião até a hora de embarcar para voltar. Pela segunda vez, fui muito bem recebida pelo público e pelo Offer. Ele não é só um ótimo produtor e DJ de mão cheia com o qual é sempre um prazer dividir a cabine e a pista que, mais uma vez, ferveu. Mas, o mais importante de tudo é o ser humano que ele é. Offer é muito espiritualizado e com um coração do tamanho do mundo. Seu sucesso é mais que merecido. Torço cada dia mais por ele. 
 
Sobre seu intercâmbio com Offer, você que tem levado mais a vibe brasileira para lá ou trazido produções dele para cá?  

Digamos que um remix de vibes. Eu levo um pouco daqui, ele mistura com um bocado de lá e resultado é música pra dançar. A animação invade a cabine e quando você vê, estamos nós dois dançando muito naquele espaço pequeno. A conexão é maravilhosa.  
 
Como está sendo a residência na TW?

A The Week Rio vai bem, obrigada. Com a incrível infra-estrutura que é a marca da casa, o clube é um sucesso na cidade. As sextas-feiras são dedicadas a outras tribos, mas, nos sábados, é house music pura.

Como foi a estréia do Dancefloor?

A primeira edição foi um sucesso. Abrimos a segunda pista a outras vertentes mais underground como o techno a fim de trazer à mesma noite outros públicos. E o resultado foi ótimo! Pistas lotadas e tendências. Sem contar a presença do norte-americano Escape que dividiu a pista principal comigo e foi bastante elogiado. A segunda edição já está marcada para o dia 26 de abril e contará comigo e o DJ Paulo de Nova York.

E sobre a decadência de festas tradicionais no Rio? Os reis estão sendo trocados?  

Diferente do que muitos pensam, existe espaço pra todo mundo. E mais, outras festas do mesmo segmento também fazem sucesso na cidade. Podem conferir.

Comente como é manter a vibe de uma pista.

A base é sempre a seleção musical, muita animação, mando muito amor e  energia paras as pessoas. Amo meu trabalho e com certeza o público sente isso. Direto do meu coração para o deles! 
 
Para o DJ vale fazer o nome com a residência, mas é viajando que se ganha dinheiro?

O nome se faz com suor, ouvido, dedicação, disciplina, humildade, profissionalismo e pesquisa musical. Aliás, muita pesquisa. 

E para Hot Mix Festival? Quais suas expectativas? O que você acha de um evento deste porte sendo realizado fora do eixo central do fervo RJ/SP/Floripa? 

A mesma vibe de sempre. Me sinto, é claro, lisonjeada de ser convidada a participar do evento e tentarei fazer a energia ficar lá em cima. Sempre. Minha missão é essa. E sobre ter um evento fora do eixo, eu acho o máximo. É ponto pra cena nacional. Quer coisa melhor?

Como é sua relação com Brasília? O que na cidade mais te atrai?

Adoro Brasília. No ano passado, em especial, tive momentos inesquecíveis na capital federal. Amo sentir a vibe dos brasilienses e já estava com saudade. Em Brasília, tenho pessoas especiais em minha vida.

 

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