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:: post 116 - A orientação sexual é um mito

Por Celso Faria em 25.07.2008 : : 0h34

Chega às livrarias, no próximo mês, um livro que promete criar polêmica. Trata-se do “Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino? - A atração pelo mesmo sexo e as abordagens terapêuticas para mudança da orientação sexual”, de Claudemiro Soares.

Conheci Claudemiro por aqui no Parou Tudo (aliás, fiquei sabendo do nome verdadeiro do autor ao divulgar sobre o livro, ontem). Leitor assíduo do blog, começou a discutir sobre questões relativas ao site e sempre foi taxativo em sua tese: a orientação sexual pode ser mudada.

O autor promete mostrar alguns tratamentos, fatos e estudos científicos realizados no Brasil e nos EUA em que dezenas de pessoas mudaram a sua orientação. “Orientação sexual é um mito”, arrematou Claudomiro em mais um papo pelo Messenger, me convidando para adquirir o livro no próximo mês.

“Veja, IstoÉ, Época… todas noticiam esses fatos, mas, como são ´politicamente incorretos´, passam batidos”, completa meu amigo internauta-autor.

O livro não tratará dos tratamentos, propriamente dito, baseados no trabalho de Albert Ellis, que constatou que a homossexualidade é o resultado de crenças irracionais e idéias pseudocientíficas. “Ele mostra ao indivíduo a incoerência dessas crenças e idéias e como o próprio sujeito percebe que se enganou, desde pequeno”, conta o autor.

O autor ainda me contou que Terapias de Vidas Passadas também têm sido um sucesso para eliminar a atração pelo mesmo sexo.

Então, moçada, o negócio é esperar. Anote ai o nome e leiamos! E eu que já li até Paulo Coelho ou Danielle Steel porque não lerei o livro do meu amigo internauta? 

:: post 115 - Façam as suas apostas: quem fará a nova novela das seis?

Por Celso Faria em 05.07.2008 : : 10h13

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Grazi Massafera, Juliana Barone e Guilhermina Guinle disputam o papel de protagonista na próxima novela das seis, “Negócios da China”. Há menos de um mês do início das gravações, a dúvida paira pela cabeça dos diretores e autores da novela.

E prepare-se, ”Negócio da Chinaterá um núcleo de lutadores de kung fu para ganhar o público jovem com a arte marcial que ficou célebre nos filmes Bruce Lee. Também esperam que a novela alavanque o horário das seis, pois a chata “Ciranda de Pedra” tem tido menor audiência do que “Malhação”.

Veja mais no meu blog: www.blogdocelsofaria.blogspot.com

:: post 115 - “Love.” ou “Love…”?

Por Celso Faria em 15.06.2008 : : 22h24

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Uma das boas surpresas do cinema é o badalado e esperado “Sex and the city”. Saído do seriado de tevê produzido pela HBO até 2004, o filme vai além das grifes e o glamour da moda de Nova York.

Para quem acompanhou a história na tevê é uma boa oportunidade para reviver o bom humor e o texto inteligente do diretor e roteirista Michael Patrick King. Além de toda a parafernália de compras, sapatos e modelitos maravilhosos de Carrie (Sarah Jessica Parker), Miranda (Cynthia Nixon), Charlotte (Kristin Davis) e Samantha (Kim Cattrall), uma novidade: as personagens envelheceram. E um tema, o que é o amor?

Quando Carrie escreve na tela do seu computador “Love.”, e depois, “Love…”, se tem a certeza de que trata-se de uma boa história e que vai além de um romance água-com-açúcar. Daí encontramos boas questões: quando devemos perdoar nosso parceiro ou o que fazemos para manter uma relação ou será que vale trair?

O filme acerta em cheio o público maduro, ou seja, todos nós que acompanhamos o seriado aos vinte poucos (ou tantos) anos e chegamos ao filme, bem perto dos quarenta, como Carrie. As questões do casamento e amorosa dela, e de todas as outras personagens, são as nossas de cada dia. E quando Samantha, linda como sempre!, comemora cinqüenta anos, é a  redenção.

Vale a pena assistir! É realmente uma surpresa e uma crônica perfeita sobre as várias facetas do amor e seus personagens. Como nossa busca pela história perfeita, momento certo e a completude de cada dia ” sem esquecer o desejo de ser feliz profissionalmente, com os amigos, ter a roupa e o sapato perfeito, etc etc ” pode nos pregar algumas surpresas.

Com a história agradável fica extremamente palatável o desfile das marcas e modelitos na tela. Sem dúvida, quem gostou do seriado, vai se divertir. Tem gente que não gostou e a crítica especializada não tem sido das melhores. Mas deixe pra lá, vê aí o próximo horário e assista.

..:: Veja o trailler do filme no meu blog: www.blogdocelsofaria.blogspot.com

:: post 114 - Não sou feliz, mas tenho marido…

Por Celso Faria em 28.04.2008 : : 1h30

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Zezé Polessa passou o final de semana em Brasília e apresentou o seu grande sucesso “Não sou feliz, mas tenho marido”. O espetáculo é sucesso por onde passa e mostra uma visão bem-humorada do casamento, com a direção de Victor Garcia Peralta. É adaptação  do livro de crônicas homônimo da jornalista argentina Viviana Gómez Thorpe.

Nos primeiros minutos do monólogo já é possível saber o motivo de tanto sucesso. A  personagem, Viviane, casada há vinte sete anos, vai contando sobre as dificuldades e problemas de manter o casamento. E lá no palco é contado tudo, desde a obra da casa de praia a uma ida ao motel, para aquecer o casamento.

Ouvi uma certa vez que a peça de Zezé fica perfeita quando assistida depois do monólogo “Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou”, com Mônica Martelli. Nessa a moça quer casar e conta suas aventuras chegar ao altar. É uma verdadeira saga, cheia de idas e vindas, muitas situações engraçadas e a terrível rotina de ser solteiro.

“Não sou feliz, mas tenho marido” continua a história. É como avançar a novela após o último capítulo, depois do casal de mocinhos trocar alianças e o “viverem felizes para sempre”. Então, percebemos como é difícil ser casado e estar envolvido em nessa instituição.

Peguei alguns trechos para você ler e pensar também neste tal contrato: casamento.

- “Todo mundo é incompatível”.

- “Não foi um desses casamentos com sobreviventes que continuam juntos por interesses econômicos, por medo da solidão ou simplesmente por inércia. O que se tentou construir foi um casamento `criativo`. Duas pessoas totalmente incompatíveis (todo mundo é incompatível) procurando tirar das entranhas isso de aprender a ceder partes de si mesmos em função de um projeto comum. E muitas vezes chegou-se à beira da destruição, para voltar a construir tudo novamente”.

- “O homem é infiel por esporte, enquanto a mulher é infiel quando está mal atendida, maltratada ou insatisfeita”.

- Se o meu marido realmente tivesse me amado, não teria se casado comigo”.

:: post 113 - Los Angeles e Todo mundo que vale a pena conhecer

Por Celso Faria em 24.03.2008 : : 22h30

los angels

Se você é daqueles que, além dos grandes atores, gosta de levar na bolsa, principalmente para uma viagem de férias ou fim de semana prolongado, um livro bem humorado, vamos a duas dicas.

Está nas livrarias o segundo livro de Lauren Weisberger, “Todo mundo que vale a pena conhecer”. Não sabem quem é? Pois ai vai uma dica: trata-se da escritora do livro “O diabo veste Prada”. Pronto! Agora a personagem principal, Bette Robinson,  sai de uma vida metódica no banco UBS e vai trabalhar numa das mais badaladas agências de RP e Eventos em Nova York. Prepare-se para se divertir e descobri um pouco do mundo dos famosos. Com direito a muito cartão de crédito Platinum, garrafas de champanhe e paparazzis.

Já “Los Angeles” com a insuperável Marian Keyes, autora de Melancia, Sushi, Férias! e Casório?!, é mais uma diversão da autora irlandesa. Apesar de muito criticada e estilo informal, a chegada de Maggie Walsh a cidade dos filmes americanos leva, de partida, a um belo bronzeado. Depois, prepare-se para uma viagem pelos meandros da vida dos artistas, roteristas e de quem vive, ou tenta viver, do cinema.

Se procura leitura leve, corra e divirta-se com essas duas sugestões. Perfeitas para quem adora e deseja conhecer mais do mundo sofisticado de Nova York e Los Angeles.

:: post 112 - A tevê brasileira

Por Celso Faria em 28.12.2007 : : 14h46

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Meninas de Mothern arrasaram na 2ª temporada

No último post conversamos sobre os seriados americanos. Quase bati o recorde de comentários, dois! Porém, ainda continua sendo a postagem que falava mal da Disel o campeão até hoje. Talvez eu precise mesmo voltar a falar mal das pessoas! Mas isso vai ficar pra outra hora.

O tema de hoje é o que valeu a pena ” e nem tanto - na tevê brasileira. Não sou daqueles que acredita que a nossa programação é sempre ruim e deixa a desejar. Aliás, diga se de passagem, temos progredido e as opções estão numa melhora crescente. Apesar de grande parte das boas opções continuem nas tevês fechadas e pagas.

As telenovelas são feitas de altos e baixos. Os pessimistas dizem que o formato está pra lá de esgotado. Mas isso não parece ser tão verdade. É claro que os níveis de audiência dos anos 80 e 90 não voltarão. Até porque a Rede Globo não navega mais sozinha neste tipo de programação.

O diretor de alguns sucessos, entre eles “Página da Vida”, Ricardo Waddington, diz que algumas novelas ainda alcançarão níveis acima de 50%, porém os índices atuais ainda são altos em relação a outras emissoras, ainda mais quando se consideram a porcentagem de tevês ligadas.

As novelas oscilam. Às vezes começam mal, mas acabam se salvando. Como foi o caso do sucesso de 2008, “Paraíso Tropical”. Gilberto Braga e Ricardo Linhares formaram um dupla afinada e conseguiram agradar. O casal Bebel e Olavo (Camila Pitanga e Wagner Moura) conquistou a todos e fez da novela uma boa pedida. É importante lembrar que o último capítulo foi um dos mais surpreendentes da atual teledramaturgia.

Enquanto isso, “Duas Caras” de Aguinaldo Silva resiste. Patinou, com direito ao novelista querer sair fora, mas tudo se acalmou. O que salva em qualquer obra da Globo é a capacidade técnica e humana. O que nem sempre é possível de encontrar em outras emissoras.

As novelas da Record continuam crescendo nos números, mas perdendo no quesito técnica. A luz errada, diálogos mal feitos e uma direção questionável, “Caminhos do Coração”, por exemplo, foi uma promessa esperada, mas é uma mala sem alça e dono. Tem gente que gosta de ver aquele menino rosnando para todos. Mas o casal central da história não está convencendo. E olha que os atores, diretores e escritores são ótimos.

E se você não tem preconceito, dê uma olhada na novela “Dance dance dance” da Bandeirantes e na divertida “Desejo Proibido”, na Globo, 18h.

Se me permitem, dois programas nacionais merecem nosso elogio aqui. O surpreendente “Cilada”, do filho do Chico Anísio, Bruno Mazzeo, arrasa na comédia e nas situações. A identificação de quem assiste é imediata e torna o programa imperdível.

“Mothern” veio na segunda temporada melhor ainda. É uma das boas produções nacionais e concorreu ao Emmy no ano que se acaba. Dizem por aí que já estão produzindo a terceira temporada da série. Vamos aguardar.

E pelo conjunto da obra vale um elogio a GNT, da Globosat. A programação é diferenciada e, com certeza, é um dos melhores canais nacionais. Só pra se ter ideia é lá que estão Marília Gabriela, Astrid Fontenele com o bem sucedido “Happy Hour”, a caixinha de surpresa “Saia Justa”, “Irritando Fernanda Young”, “Manhattam Connection” e o divertido “Mulheres Possíveis” com Ingrid Guimarães. E tem muito mais!

Bem, vamos parar de falar em televisão enquanto todo mundo só pensa em praia e verão. Por isso, um bom feliz ano novo e bons programas em 2008.

:: post 111 - E os seriados americanos?

Por Celso Faria em 13.12.2007 : : 11h09

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Ugly Betty foi uma das boas surpresas em 2007

O ano vai indo e paramos para fazer uma avaliação, sem culpa, dos melhores e piores no ano. E pra começar, vamos dar uma olhada nas boas ” e más - novidades das séries americanas que nos fizeram ficar em casa.

heroes.jpgO tão esperado e anunciado Heroes nos deixou cheios de expectativas. Como primeira temporada valeu! Mas o tom enigmático dado ao seriado cansou um pouco pra quem esperava ver heróis voando, parando carros com um dedinho ou usando super poderes. Por isso, já se comenta que nos Estados Unidos a segunda temporada, que manteve a mesma linha, foi uma decepção. Até o roteirista pediu desculpas em público. O que torna bem desanimador pra quem esperava assistir a nova temporada a partir de janeiro nas telinhas daqui.

desperate.jpgDesperate Housewives realmente achou o centro e passa bem. Com o fiasco da segunda temporada, e a volta do roteirista original, a terceira fase foi um sucesso e já falam que o seriado se mantém no ar até 2011. Enquanto isso, a versão brasileira estrelada por Lucélia Santos não emplacou e foi um fiasco. A mesmíssima história da versão americana encheu o saco. Muito ruim mesmo, o que é uma pena, já que contou com um excelente elenco.

brothers.jpgDuas boas novidades foram bem recebidas: Brothers & Sisters e Ugly Betty. A primeira é uma trama familiar estrelada por um elenco de primeira, entre eles, Sally Field (já levou o Globo de Ouro 2007 de melhor atriz drama), Calista Flockhart (a eterna Ally McBeal), Rachel Griffiths (de A Sete Palmos) e por as vai. A série mostra, também, a rotina familiar e amorosa do homossexual Kevin Walker (Matthew Rhys). Por essas e outras boas surpresas, vale assistir a série.

betty3.jpgUgly Betty, inspirado nas conhecidas versões latinas de Betty, a feia, é pura diversão. A atriz America Ferrera, a Betty Suarez, já levou o Emmy Awards, o prêmio de melhor intérprete do ano na categoria comédia. Além da história divertida ” por exemplo, dia desses Betty andou vendendo Herbalux no seu escritório, uma clara alusão aqueles produtos de emagrecer “, os cenários são bem bolados e apresenta bem o contraste da vida moderna americana e o estilo dramático latino.

Agora, se me permitem, o pior momento das séries americanas foi o episódio de Grey’s Anatomy em que a personagem principal fica num limbo, entre a vida e a morte, após um afogamento. greys.jpgE pra tudo piorar, alguns personagens que estavam mortos voltaram e, felizmente, deram um fim a crise entre Meredith Grey e sua mãe, história que estava pra lá na hora de ser resolvida. O episódio parecia uma versão do chatísismo Ghost Whisperer, que cá entre nós, já cansou também!

Que venha 2008 com novos episódios e temporadas. E a tevê brasileira? As novelas e nossos seriados? Bom, vamos deixar isso pra outro papo. Assim, você volta a me visitar.

:: post 110 - As Bis de Elite

Por Celso Faria em 11.12.2007 : : 22h13

Se está a fim de rir um pouco, veja esta: As Bis de Elite. Imperdível!

http://www.youtube.com/watch?v=Dlc8D8De94A

 Até a próxima!

:: post 109 - Seja bem-vindo a Tel-aviv

Por Celso Faria em 03.12.2007 : : 17h44

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Eu consegui! Posso até confessar que tentei de várias formas baixar o filme “The Bubble” pela internet. E nada! Mas consegui assistir o filme aqui em Goiânia e nem precisei sujar meu nome na lista dos que baixam filmes pela net.

Você sabia que existe o Israel`s Idol? Sim, uma versão judaica daquele programa que as pessoas cantam e tem aquele garoto de cabelo arrepiado apresentando? E mais: sabia que existe rave com direito a exctase etc-etc-etc e tal em Tel-aviv?

É mais ou menos assim: já viu aquela história que todo mundo acha que no Centro-oeste a gente anda de cavalo no meio da rua? Ou que quem mora em Brasília recebe a visita do Lula semanalmente na sua casa? Sabe os mitos de quem mora distante? Então, eu achava que Tel-aviv não era bacana!

Mas existe uma bolha em Tel-aviv e “The Bubble” mostra muito bem isso. Lá tem vida gay, um bar de duas lésbicas, um homossexual afetado é o gerente e existe uma linda história de amor entre dois homens. E como não existe filme (ou dramaturgia) sem uma boa dose de drama, os dois namorados são como Romeu e Julieta, um judeu de Jerusalém e outro palestino mulçumano.

A história é leve, exatamente para nos dar a sensação de que ali existe uma bolha. Dessas que a gente vive debaixo dos nossos olhos. Por exemplo, morei no Rio de Janeiro e fazia muitas coisas que os personagens do filme fazem e eu estava há poucos quilômetros ou metros das favelas. Eu vivia numa bolha!

Quantos de nós, em Brasília, saímos e vivemos aquela vida de Blue Space, Beirute, Festa da Lili, Festa do fulano com beltrano, reunião entre amigos, Savana, e por ai vai e esquecemos que temos uma das periferias mais violentas do país? Com certeza, a violência está muito mais perto do que imaginamos e não sabemos que vivemos dentro de um bolha em Tel-aviv ou Brasília ou Rio ou Goiânia ou…

Desculpe! Sobre o filme: ss atores estão bem e a direção de fotografia nos apresenta bons momentos. A sexualidade dos personagens é apresentada de forma coerente e sem sensacionalismo. O final, não vou dizer qual é!, é justificável. E mostra que não dá pra viver numa bolha para sempre. Em algum momento, ela estoura. Ou a gente vai estar dentro dela ou respinga na gente. Mas as conseqüências são inevitáveis.

:: post 108 - Deus não é grande. Pasmem!

Por Celso Faria em 30.11.2007 : : 9h02

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Estou com um livro nas mãos pra lá de instigante. Desde a capa até suas 285 páginas, o livro “Deus não é Grande ” como a religião envenena tudo”, do inglês Christopher Hitchens, deve ser reconhecido como um achado da safra dos bons autores de 2007.

Com mais de 300 mil exemplares vendidos só nos Estados Unidos, os argumentos e a proposta de analisar as religiões e as várias divindades é de conquistar qualquer platéia.

Cheguei ao livro meio despercebido. Zapeando os canais da tevê, encontrei uma entrevista bem interessante com o autor, em passagem pelo Brasil, Porto Alegre. Ele veio participar do seminário Fronteiras do Pensamento na UFRGS. 

É quase obrigatória a leitura de “Deus não é grande ” como a religião envenena tudo”, por religiosos, ateus ou agnósticos. Todos precisamos da verve irônica e ácida de Christopher para compreender e ter a certeza de que, em nome de Deus (ou deus), muitas atrocidades são feitas por aí.

Baseado no pressuposto de que a religião envenena tudo, o autor nos apresenta argumentos e fatos históricos que comprovam que a fé pode ter um efeito devastador e nada amigável. E nada de ficar de olho apenas nas questões políticas e religiosas do Oriente Médio. O autor passeia por todas as vertentes do mundo religioso atual e ainda faz concessões: apresenta seu conhecimento histórico para destacar as atrocidades à mulher, as carnificinas e o pensamento anti-semita contido no Velho Testamento, por exemplo.

Destaque para os efeitos da religião sobre a sexualidade. Partindo da origem dos seus mais importantes representantes, cada religião os cria de forma fantasiosa e não carnal. Jesus, Perseu, Attis, Krishna, Hórus, Mercúrio, Rômulo nasceram de uma virgem. Buda, da abertura no lado do corpo de sua mãe. Todas elas retratam o sexo e as vias humanas de prazer e procriação de forma preconceituosa e pecaminosa.

E se nosso objetivo não é ir tão longe e tentar encaixar tudo isso no nosso cotidiano, dê uma olhadinha no Congresso Nacional e perceba como a religião envenena tudo. As discussões do aborto e da união civil não vão pra frente por motivos celestes. Em cada uma delas, não se leva em conta os direitos inerentes e éticos dos cidadãos (ou seres humanos).

Dê uma olhada nas estatísticas. Aumenta o número de jovens do sexo feminino, heteressexuais, com AIDS. E por outro lado, a igreja Católica insiste em dizer que sexo é só para procriar, portanto nada de usar camisinha. Nas igrejas protestantes ainda difunde-se o mito do casamento entre parceiros virgens. É claro que se tivéssemos uma igreja que compreendesse a sexualidade de forma plena, teríamos campanhas muito mais eficientes.

Não fique recluso à questão “Deus existe e não sou ateu”. Vale passar na livraria e adquirir o livro. Depois comungar dos argumentos sagazes de Christopher. Com certeza, você poderá ampliar sua visão sobre as religiões e seus efeitos nocivos sobre a sociedade atual e ao longo da história. Se conseqüências adversas influenciarem sua fé, como já dizia minha avó, “o que não mata, engorda!”.

Cotidiano

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