
Meninas de Mothern arrasaram na 2ª temporada
No último post conversamos sobre os seriados americanos. Quase bati o recorde de comentários, dois! Porém, ainda continua sendo a postagem que falava mal da Disel o campeão até hoje. Talvez eu precise mesmo voltar a falar mal das pessoas! Mas isso vai ficar pra outra hora.
O tema de hoje é o que valeu a pena ” e nem tanto - na tevê brasileira. Não sou daqueles que acredita que a nossa programação é sempre ruim e deixa a desejar. Aliás, diga se de passagem, temos progredido e as opções estão numa melhora crescente. Apesar de grande parte das boas opções continuem nas tevês fechadas e pagas.
As telenovelas são feitas de altos e baixos. Os pessimistas dizem que o formato está pra lá de esgotado. Mas isso não parece ser tão verdade. É claro que os níveis de audiência dos anos 80 e 90 não voltarão. Até porque a Rede Globo não navega mais sozinha neste tipo de programação.
O diretor de alguns sucessos, entre eles “Página da Vida”, Ricardo Waddington, diz que algumas novelas ainda alcançarão níveis acima de 50%, porém os índices atuais ainda são altos em relação a outras emissoras, ainda mais quando se consideram a porcentagem de tevês ligadas.
As novelas oscilam. Às vezes começam mal, mas acabam se salvando. Como foi o caso do sucesso de 2008, “Paraíso Tropical”. Gilberto Braga e Ricardo Linhares formaram um dupla afinada e conseguiram agradar. O casal Bebel e Olavo (Camila Pitanga e Wagner Moura) conquistou a todos e fez da novela uma boa pedida. É importante lembrar que o último capítulo foi um dos mais surpreendentes da atual teledramaturgia.
Enquanto isso, “Duas Caras” de Aguinaldo Silva resiste. Patinou, com direito ao novelista querer sair fora, mas tudo se acalmou. O que salva em qualquer obra da Globo é a capacidade técnica e humana. O que nem sempre é possível de encontrar em outras emissoras.
As novelas da Record continuam crescendo nos números, mas perdendo no quesito técnica. A luz errada, diálogos mal feitos e uma direção questionável, “Caminhos do Coração”, por exemplo, foi uma promessa esperada, mas é uma mala sem alça e dono. Tem gente que gosta de ver aquele menino rosnando para todos. Mas o casal central da história não está convencendo. E olha que os atores, diretores e escritores são ótimos.
E se você não tem preconceito, dê uma olhada na novela “Dance dance dance” da Bandeirantes e na divertida “Desejo Proibido”, na Globo, 18h.
Se me permitem, dois programas nacionais merecem nosso elogio aqui. O surpreendente “Cilada”, do filho do Chico Anísio, Bruno Mazzeo, arrasa na comédia e nas situações. A identificação de quem assiste é imediata e torna o programa imperdível.
“Mothern” veio na segunda temporada melhor ainda. É uma das boas produções nacionais e concorreu ao Emmy no ano que se acaba. Dizem por aí que já estão produzindo a terceira temporada da série. Vamos aguardar.
E pelo conjunto da obra vale um elogio a GNT, da Globosat. A programação é diferenciada e, com certeza, é um dos melhores canais nacionais. Só pra se ter ideia é lá que estão Marília Gabriela, Astrid Fontenele com o bem sucedido “Happy Hour”, a caixinha de surpresa “Saia Justa”, “Irritando Fernanda Young”, “Manhattam Connection” e o divertido “Mulheres Possíveis” com Ingrid Guimarães. E tem muito mais!
Bem, vamos parar de falar em televisão enquanto todo mundo só pensa em praia e verão. Por isso, um bom feliz ano novo e bons programas em 2008.
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