07.02.06
A moda masculina, exibida em São Paulo entre os dias 18 a 23 de janeiro se renova, sem abrir mão da elegância tradicional, permitindo a combinação de estampas e cores, dia e noite, formal e esportivo. As coleções de prêt-à-porter para o outono inverno 2006 permitem ao homem escolher entre uma elegância variada. O terno tradicional foi declinado em todo tipo de variações. Em geral, a silhueta dominante foi ajustada ao corpo e os ombros, marcados. O homem Ricardo Almeida, por sua vez, foi bem contemporâneo. Ele usa Calças, camisas, paletós, casacos, jaquetas e malha. O jeans aparece em lavagens mais escuras. Todas as calças têm cintura baixa.
Mario Queiroz por sua vez se inspira nos jovens parisienses da década de 20, que iniciaram movimentos nas artes plásticas. A silhueta é justa e curta, como nos fraques, casacos e paletós de comprimento na altura da cintura. As calças são justíssimas e de cintura alta assim como Alexander McQueen que desfilou dia 17/01 em Milão.
A grife masculina VR MensWear propôs um inverno descontraído e misturou tecidos, cores e texturas. No meio de tantas informações, a roupa ainda chama a atenção pela vontade de agradar aos fashionistas. De qualquer maneira, as calças, paletós e camisas mais tradicionais da marca estavam lá, completando o inverno da marca em muita combinação de creme com branco, lã mesclada de branco, cinza e preto.
A Ellus propõe um homem roqueiro com calças de modelagem slim - justas - e com lurex, camisas de jabot, terninhos adamascados, sapatos bicolores. Os jeans têm tons metálicos e glitter.
Maxime Perelmuter mostrou a primeira coleção da marca que agora leva seu nome (antes chamada British Colony) na São Paulo Fashion Week. A coleção surgiu com cores sóbrias e a alfaiataria desconstruida. As calças são secas, retas e com cintura alta. Algumas vieram largas como roupas de samurais. Na cartela de cores, aparecem preto, cinza, marinho, verde musgo, vermelho e branco. O xadrez teve destaque. Maxime se reinventou! Gol de placa para ele nessa nova fase.
A Cavalera vem com a modelagem das roupas na tendência slim, bem ajustada ao corpo. Os jeans vão do índigo ao black jeans desbotado e destruído. Jaquetas e bermudas se parecem com telas de camuflagem. Na coleção, há muitos cachecóis largos, coletes, casacos e sobretudos.
O masculino de Alexandre Herchcovitch vem como um príncipe urbano. Na passarela, calças justas e casacos largos, complementados por coroas, faziam referência às roupas da realeza. Regatas, camisas, jaquetas, bermudas e jeans manchados compunham a coleção. O estilista também propôs misturas de estampas com xadrez e detalhes com brilho. Alguns hits dessa coleção vão ser: Paletó magenta; maxipull cinza-rato; agasalho de correntes; coat de seda texturizada; pulôver listrado com saiona de pregas; Os tênis iate com brilho também vão fazer a cabeça dos fashionistas e claro os All Star's.
Oskar Metsavaht desenvolveu a coleção inverno 2006 da Osklen inspirado numa expedição à Índia. Do Oriente vieram cores, volumes e estampas. Se o consumidor vai para a praia, para montanha ou para uma expedição na Cachemira, o que interessa é que ele está sempre fazendo um esporte-fino. O homem Osklen se mantém bonito e bem vestido. O destaque da linha masculina fica com as camisas e camisetas compridas, com as calças justas e os sarouels.
Fause Haten ressurge uma peça esquecida e pouco usada nos dias de hoje no guarda roupa masculino. O colete usado com camisa, paletó e gravata. O estilista também propõe a mistura de alfaiataria com jeans, que vem manchado ou desbotado. Os ternos que ele propôs para o inverno são secos sem serem justos. As calças de alfaiataria são retas e os jeans confortáveis assim como os blasers de veludo ou de brim. Para quebrar um pouco o show, Fause usou sapatos bem bicudos de camurça colorida. Um ótimo trabalho foi apresentado mas não podemos deixar de falar da apresentação da cantora Maria Rita que com músicas inéditas de Marcelo Camelo fez o público presente na sala aplaudir e gritar a belíssima apresentação.
Vítor Santos e Rogério Hideki da V.Rom apostam na rebeldia. João Vellutini abre o desfile com total look verde, a cor que predomina na coleção. As calças jeans são de cintura bem baixa. As jaquetas aparecem compridas ou curtas, na altura da cintura. Calças de couro, muitos cardigãs, suéteres com pala de camisa de smoking, agasalhos de moletom, risca-de-giz, calças de plush, paletós em tons fresh envelhecidos são algumas das propostas desse garoto rebelde.
Para encerrar essa 20ª edição da SPFW o estilista Marcelo Sommer fez cair uma chuva dentro da Bienal. Isso mesmo. Choveu(Artificialmente) forte na passarela enquanto os modelos desfilavam. Sommer emocionou com seu desfile inspirada em A noiva cadáver, de Tim Burton, tinha todos os tons de cinza e pouquíssimas cores, como o vinho, quebrando a solidão da cor tendência deste inverno. A coleção masculina tem modelagem solta e confortável. Jaquetas e casacos compridos em nylon e ternos em malha. Muitas sobreposições deixando a camisa mais comprida sob colete e paletó. O xadrez aparece forte. A cartela de cores é neutra, ou melhor triste.
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