Crítica sobre festa da Disel
causa mobilização goiana
Publicado em 12.03.07 : : Thiago Malva
Divulgação
Osvald Ribeiro pede espaço para explicar episódio ocorrido na Disel Lounge

O colunista do ParouTudo Celso Faria, que assina o espaço Cotidiano há mais de um ano, publicou na semana passada comentário sobre como foi a festa ‘Amazônia’, na Disel Lounge em Goiânia, com elogios e críticas sobre a estrutura da festa.

A análise deu o maior fuzuê na capital vizinha. A equipe de funcionários da casa ficou ressentida e alguns freqüentadores não concordaram com a opinião do colunista. Em momento algum a direção do ParouTudo pediu que Celso retirasse a matéria do ar, mas diante de um bombardeio de críticas, ele mesmo preferiu terminar com a polêmica e deletou o texto.

Para colocar ponto final na discussão, publicamos a carta do proprietário da boate goiana Osvald Ribeiro à direção do portal, na íntegra e sem edições.

 

Amigos,

Venho por meio desta, declarar a minha insatisfação com a matéria posta no ar da festa realizada na Disel Lounge, “Amazônia”. Nesta festa esteve presente público estimado de 1.400 pessoas, entre elas a presença de um jornalista de Brasília, do site Paroutudo que pela primeira vez esteve na casa e sem noção nenhuma ou correta, escreveu uma crônica que causou indignação e insatisfação á mim Osvald Ribeiro – Propietário Disel, e a clientes que apóiam e admiram o projeto Disel. A primeira das observações feitas por esse jornalista foi de que um cliente na fila havia dito que a casa foi muito badalada e que hoje está “caída”.

Hora! Hoje sim que a Disel está no auge total, superou suas dificuldades, conquistou um público bom no mercado e consegue promover altas evoluções em suas noites, entre grandes festas com atores globais, cantores famosos, elenco de drags, DJs de peso de São Paulo, figuras ilustres da alta sociedade como convidados.

Bem como na Festa *Amazônia, três estrelas de São Paulo fizeram show! DJ Robertinho Cachorra, a Top Drag Robytt Moon e o Boy Rafael Hernandes. Sobre milhares de e-mail recebidos de comentários da festa todos disseram OK para a organização e produção do evento.

Falando da casa, hoje a iluminação e som são atuais onde foram gastos mais de R$85 mil reais com substituição de equipamentos, para que se possa ter boa qualidade e repercussão.

R$65 mil reais em mudanças na estrutura, décor e outros, isso em respeito ao público GLS que é merecedor de total qualidade!

Sei que não somos perfeitos e que nem somos os “mais”, no entanto estamos abertos a críticas e sugestões para que possamos melhorar a cada dia, desde que as mesmas tenham fundamentos e que não seja de mal agrado como as críticas do jornalista.

Aos tópicos da crônica que criticam:

A faxina

Isso é pra quem gosta de ambiente limpo constante, não vamos mudar a tese, pois em um aglomerado de pessoas, sempre há as que não enxergam o lixo, as que bebem demais e que causam desperdícios dos líquidos. Daí então a pessoa da faxina está de prontidão para higienização do local.

Quanto à folha murcha

Foi apenas uma décor simbólica lembrando a Amazônia, não era uma plantação regada ou a festa não aconteceu em um habitat natural, é óbvio que após 12 horas de arrancada dos galhos, e sem regar era pra estar murcha.

Quanto a casa estar caída

É só olhar o site www.diselbrasil.com.br e observar que as noites normais da Disel como as quintas-feiras sem nenhuma atração de São Paulo a boate conta com um público de até 800 pessoas dia. Nas grandes festas, mais de 1.300 marcam presença e o sucesso é notável, bem como falando em sucesso, isso incomoda muita gente.

Quanto a cerveja

Que nos desculpe o público pois neste dia os relógios foram alterados em uma hora por causa do horário de verão e o consumo de bebidas foi bem maior do que nos outros dias e um dos barmen tentando agradar, pegou bebida do depósito que não estava em temperatura típica para ser consumida. Quanto a cerveja servida no copo, cervejas de open-bar são usadas em frascos de 600ml.

Quanto a Disel ser a única opção

Existe um ditado muito comum. “...Quem não tem competência, não se estabelece!” Nosso objetivo na Disel é lutar para oferecer o que há de melhor com qualidade ao público “G”. Coisa que até o momento não se tem na famosa capital federal.

Em relação a fila

Normal que uma festa grande e bem freqüentada haveria de ter fila, mas no entanto a mesma estava andando de forma rápida e graças á Deus que a fila dobrava a esquina, sinal de que a festa foi bem divulgada e o público aderiu a idéia. E no que se diz que a festa era a única opção é porque ninguém bate de frente com as imbatíveis festas realizadas pela Disel!

Para o jornalista que não é da capital goiana e não é rotineiro aos costumes da City, é verídico que após os shows que acontecem na casa uma parte do público vai embora, isso é meio que natural de Goiânia, muita gente vem apenas para ver os espetáculos.

Convido o jornalista a conhecer melhor a Disel Lounge em outra oportunidade.

Osvald Ribeiro

Propietário Disel Lounge

 

Leia agora o post publicado por Celso Faria, que motivou a carta-resposta:

Tive a oportunidade de conhecer, in loco, a tão falada boate Diesel de Goiânia. Segundo, informações colhidas junto as pessoas que estavam esperando na fila, a casa não anda tão em alta na capital goiana. “Já foi muito badalada, hoje está caída”, nos informou um deles.

Não é possível dizer se é verdade e, mesmo diante da reclamação, quarenta minutos antes da boate abrir as portas para a festa Amazônia, havia uma fila enorme e dobrava a esquina. E quando perguntamos se havia outro lugar para ir, todos eram unânimes: aquela era única opção. (Como isso aqui não é uma reportagem jornalística e sim uma crônica do dia-a-dia, não fui averiguar.) – (Texto colocado agora: por isso, não se pode dizer que a casa está caída. Afinal, lugar que tem fila de quarenta minutos prova o contrário do que foi dito pela pessoa entrevistada acima)

Algumas coisas valem elogio. O som da boate é realmente de primeira. A cada música e apresentação vai se tendo a certeza da qualidade técnica do quesito. Também vale dizer sobre a decoração, apesar das folhas das árvores usadas para criar o clima da festa estarem murchas, era nítido um cuidado especial com os detalhes.

Os shows também foram bem interessantes e chamaram a atenção. É verdade que foram longos demais e acabaram esvaziando a casa, mas parece que a turma que ficou não estava nada incomodada.

Também uma coisa há muito tempo eu não via. O mocinho do show e a transexual que apresentaram suas coreografias, foram tirando as peças das roupas e deixaram tudo às mostras.

Agora, venhamos e convenhamos, o tal open bar não era nada legal. Além da cerveja ser servida em copos, ter que ir várias vezes ao balcão e disputar com várias pessoas a atenção do garçom, no final da noite, a bebida estava quente. Fora que a vodka do drink não era muito confiável e a disputa era ainda mais acirrada.

E na entrada da festa, um susto! Para ajudar os convidados a entrar no clima da festa, um macaco magricelo recebia os convidados. De muito mau gosto, dava vontade voltar para casa dali.

E uma pergunta? O que fazia uma das faxineiras com um rodo em mãos e puxando uma água no meio do camarote? A faxina começou antes do final da festa?

Falando assim, até parece que a festa não foi legal. Foi ótima! E tudo isso não tirou a simpatia da viagem pela Amazônia.

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