Eterna tendência de verão:
eletrolipoforese... o que é isso?
Publicado em 26.06.2007 : : Thales Sabino
Fotomontagem/ParouTudo
Técnica de “choquinho” com agulhas é hit entre gays em clínica de estética da Asa Sul

Há mais de um ano o ParouTudo tem um anunciante especial: o Instituto de Medicina Estética (IME), única empresa de nossa cartela de clientes que não é gay (como boates e festas) mas investe no segmento GLS. Vez ou outra nossa equipe aparece por lá para experimentar um tratamento novo e saber como é o feed-back do público do site. “Nossa, é bem bacana. Sempre tem gente que vem porque viu o anúncio no site”, conta Luciana Gallo, responsável pelo IME.

O ParouTudo perguntou qual dos procedimentos oferecidos pela clínica os gays mais gostam. “Para a face tem os peelings e as limpezas, mas para o corpo o serviço mais procurado é a eletroforese, que é uma técnica de redução de gordura”, conta.

Luciana explica que a eletroforese foi desenvolvida na França na década de 80 com a finalidade de reduzir a gordura localizada e a celulite.Trata-se de um método extremamente eficaz contra a gordura, principalmente a localizada, que é realizado através da introdução de agulhas de acupuntura no local onde a gordura deverá ser eliminada. Essas agulhas são conectadas a um aparelho de corrente de baixa freqüência e transmitem sinais elétricos para o tecido. Os sinais seguem através da corrente até o sistema nervoso e promovem uma lipólise (quebra da gordura) no local por onde passam.

Como assim, uma corrente elétrica que quebra a gordura? Luciana responde. “A corrente elétrica promove um estímulo pela excitação das terminações nervosas simpáticas e liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) que atuam sobre os receptores do adipócito (célula de gordura) e estimulam a enzima que potencializa o rompimento (lipólise) da gordura. Alguns estudos histopatológicos (do tecido gorduroso) demonstraram o efeito deste tipo de tratamento sobre os adipócitos, com diminuição do tamanho, alterações na forma e mudanças estruturais. Porém, estas pesquisas precisam de mais bases científicas para validação.

O paciente precisa ir à clínica de uma a duas vezes por semana para realizar o procedimento que dura em média uma hora. Após a realização da eletroforese, faz-se a corrente russa para incrementar a lipólise e definir o abdome. Também se pode realizar a endermologia associada a cremes especiais de ação superficial sobre a gordura.

O procedimento não dói muito. A pouca dor, curiosamente, não provém da picada da agulha, mas sim do choque, mas com o tempo você acaba acostumando.

O preço vai variar de acordo com a quantidade de sessões necessárias para eliminar a gordura. Mas a consulta para saber em que pé está a situação do paciente não custa nada e é rápida. Ah, vale falar: além de rápida, é divertida. Luciana é uma figura do tipo prafrentex. Para amenizar o ‘merchan’, ligue lá e pergunte o endereço: (61) 3346-0306

*Explicação técnica com informações de BORGES, F.S. Eletrolipólise (Eletrolipoforese). São Paulo- Phorte: 2006, p.218.

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