The Week no Rio, em Floripa e na TV:
Império Almada não pára de crescer

Publicado em 19.06.2007 : : Thales Sabino
Vitor Shalom/Finíssimo
André Almada, da The Week, conversa com exclusividade com Thales Sabino em SP

A ‘temporada do orgulho’ em São Paulo mal terminou, mas a correria do homem à frente da maior boate gay paulista, a The Week, não. André Almada prepara agora a inauguração da filial carioca do clube no Rio de Janeiro, na sexta-feira 6 de julho.

De passagem pela São Paulo Fashion Week, onde assistiu ao desfile de Érika Ikezili na primeira fila, o empresário conversou com exclusividade com este repórter e adiantou novidades que vão dar o que falar: a The Week não levará mais trio-elétrico para a parada de São Paulo; Almada está gravando um programa piloto GLS para a tevê; e depois do Rio, é Florianópolis que ganha uma The Week, que funcionará durante todo o verão


Que balanço você faz do feriado da parada em São Paulo?

Acho que teve muito mais gente, mais festas e que foi mais animado do que nos outros anos. Todas as festas foram bacanas e teve muita gente nova, além dos estrangeiros. Recebemos muitos turistas argentinos, mexicanos, americanos, mas muito mais brasileiros. Acho que a tendência é que cada vez mais gente venha para a parada.

E a parada em si. Como você avalia? A Folha fez uma matéria polêmica que fala do público feio e tal.

A cho que teve muita gente nada a ver, muito camelô, multidão. Cheguei à Paulista depois que o trio da The Week tinha saído e entrei em pânico porque não conseguia chegar ao carro. No próximo ano não teremos trio-elétrico.

O que aconteceu que fez você mudar de idéia e não querer levar um trio The Week para a Av. Paulista?

Acho que estrategicamente não é mais interessante para nós. Apoiamos a parada, mas não teremos mais carro ano que vem. Apenas isso.

E como está a correria das obras da The Week no Rio de Janeiro?

As obras estão a mil por hora. Acabamos o contrapiso e agora estamos na fase de acabamento, bares, visual. Está todo mundo dando hora-extra para cumprir o prazo e a casa abrir no dia 6 de julho.


O que ela vai ter de igual e de diferente da de São Paulo?

Queremos levar basicamente a mesma proposta da experiência de São Paulo. O camarote vip atrás do DJ, uma pista ampla e os bares nas laterais. Por enquanto vamos abrir sem área ao ar livre, mas há espaço, então futuramente pretendemos fazer um deck e uma piscina. Ela vai acontecer aos poucos, como foi a de São Paulo.


Já dá para soltar nomes do staff e como será a festa de abertura?

Ainda estou fechando com os DJs residentes. Fiz alguns convites, mas não recebi resposta de todos, então prefiro não divulgar. Para a festa de abertura vamos trazer uma atração internacional. A casa abre na sexta 6 de julho e a festa continua no dia 7, sábado. Não vamos fazer uma festa só para convidados porque acho isso antipático. Tem gente importante que acaba ficando de fora e se sentindo desprestigiada. Como não dá para convidar todo mundo, vamos fazer em dois dias.

Você estudou o Rio de Janeiro antes de se decidir por lá?

O Rio é uma grande metrópole, assim como São Paulo, e recebe muitos turistas, o que aumenta o fluxo rotativo na noite. Muitos cariocas já estavam nos pedindo uma casa com a estrutura da The Week, mas a ida para o Rio não foi premeditada. Um dia, almoçando com uma amiga, ela falou de um imóvel que estava a venda. Conheci o lugar e vi que era um espaço adequado.

E os trabalhos em São Paulo e Florianópolis? Como ficam depois do Rio?

Em julho ou agosto vamos lançar outro projeto em São Paulo. Vai ser às sextas-feiras, com novos DJs e em um local fora da The Week. Começará quinzenal e depois pode virar semanal. E depois do Rio, vamos construir uma estrutura em Florianópolis para um clube que funcionará durante o verão. Vamos abrir até o final do ano.

Você está gravando um piloto de programa para a tevê. Que história é essa?

Ainda estamos produzindo o piloto e por enquanto não posso falar
muito. Há dois anos tenho vontade de ter um programa GLS, na verdade
defino como pós-gay, que é um conceito sem estereótipo e afetação que
mostra o gay como empresário, de igual para igual com qualquer pessoa.
Ele tem os mesmos sentimentos e as mesmas dificuldades de se
relacionar que todos.


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