Amannda: ralação para ser a
primeira ‘house diva’ do Brasil

Publicado em 28.01.07 : : Thales Sabino
Fotos: Ricardo Lucas e Pedro Marra/Arquivo
Divulgação

ParouTudo entrevista Amannda Aragão, que em Brasília arrasou na Lili, e fala sobre carreira

Há pouco menos de um ano ela surgiu com a proposta de ser ‘a’ cantora brasileira das performances ao vivo para o público gay. Explico: Amannda Aragão se jogou em um mercado ainda muito pouco explorado pelas mulheres na noite – cantar hits sobre bases tribais – coisa comum nos Estados Unidos, onde divas como Deborah Cox e Kristine W reinam.

Ela não foi a primeira a fazer isso (temos o exemplo da goiana George Brown nesse segmento), mas talvez seja a única atualmente a fazer um trabalho profissional, que vende não só voz, mas imagem e dança. Amannda deu a cara a tapa e não apanhou.

A powerpuff nasceu em Campinas, mas morou a vida toda em Niterói, no Rio de Janeiro. Dançou balé durante seis anos, fez teatro, dança do ventre. Aos 17 foi morar na Califórnia e se apaixonou pela música e começou a estudar canto.

Sucesso na Festa da Lili de dezembro de 2006, a cantora de 28 anos que há anos trabalha como produtora de artistas da música nacional, agora entra em estúdio para gravar seu primeiro CD e fala com exclusividade ao ParouTudo.

 

: : Veja o show de Amannda na Festa da Lili de dezemdro de 2006

: : Apresentação da cantora na The Week, em São Paulo

: : Show na R:Evolution Party, no Rio de Janeiro

: : Site oficial de Amannda Aragão

 

Quando você decidiu "viver de música" para valer?

Vivo da musica há nove anos, mas durante esse tempo sempre continuei estudando [Psicologia] e trabalhando com produção. Produzi vários shows de artistas renomados como Pepeu Gomes, Elza Soares, Paulinho Guitarra (guitarrista do Tim Maia), Sergio Chiavazzoli (guitarrista Gilberto Gil), dentre outros.

Como você foi parar na house music?

Eu estava insatisfeita com o meio musical carioca há tempos, por causa do jabá [grana para as rádios para divulgação]. Eu cantava black music, minha raiz sempre foi negra. Amo Ella Fitzgerald, Sarah Vaughn, meu pai é o Stevie Wonder (risos). Vim para São Paulo para aperfeiçoar minha música, em busca de uma escola que pudesse me aprimorar como cantora. Acabei conhecendo o Demu Mix, meu produtor musical, através da Revista Odyssey, cujos donos, Estêvão Delgado e Gustavo Rad sempre me deram todo o apoio e como meus melhores amigos e produtores, continuam trabalhando e cuidando da minha imagem e produção até hoje.

De onde surgiu essa idéia de fazer ‘live perfomances’ em festas GLS?

Conversamos muito sobre a cena eletrônica paulista e com um amigo e compus ‘Don’t Miss’. Mandei a música para meu produtor e ele a transformou no que é hoje. Daí surgiu a idéia de divulgar o meu trabalho no meio GLS, pois não havia e ainda não tenho conhecimento de que exista, além de mim, nenhuma cantora voltada exclusivamente para esse segmento no Brasil, só cantoras de fora do país. Demos uma roupagem tribal para a música e acabou dando super certo.

Você sempre teve boa relação com os gays, tipo ia para baladas GLS, etc?

No momento me dedico, exclusivamente, ao meio GLS, o qual sempre freqüentei e realmente amo. Faço minhas composições e meus shows com o coração e pensando sempre no que vão ou não gostar. Por isso acho que esse público, com o qual me identifico tanto, me retribui com tanto carinho.

Mudou alguma coisa depois que você virou atração das festas?

Continuo a mesma Amannda de sempre, tento ser acessível para aqueles que gostam do meu trabalho, pois foi para essas pessoas que o fiz e o faço. Tento continuar trabalhando todo dia e melhorando cada vez mais, ouvindo as críticas pertinentes e ignorando as que fazem não acrescentam em nada o meu crescimento como cantora. Tento preservar meu lado pessoal ao máximo, mas acredito que todos acabam por me conhecer pelas letras que componho.

Em que festas você já apresentou e como foram as produções mais marcantes?

Cada festa ou show é único pra mim, já que é a realização de um sonho muito antigo. Amo o palco e ali poderia passar o resto de minha vida. Tenho carinho especial por alguns lugares que para mim foram mágicos e marcaram muito a minha vida e carreira. A ‘The Week’, por exemplo, foi a primeira casa GLS na qual cantei; a ‘Festa da Lili’, em Brasília, também foi muito emocionante, pois não esperava a imensa receptividade da galera. E agora com a R:evolution e a Pool Party de Reveillon, no Rio, entrando pela porta da frente na cidade maravilhosa que me acolheu durante anos.

Quem cuida do seu figurino?

Já tive e tenho estilistas e grifes maravilhosos me vestindo e aos quais devo muito. Marcellu Ferraz, Fernando Pires (sapatos), Rogério Figueiredo (que acabou tornando-se um grande amigo pessoal e assinou todos os looks dos meus shows no ano passado), Rosa Chá, Walter Rodrigues, entre outros. Toda parte de make e hair ficam por conta do meu querido Dempsey, da ‘Casa Mauro Freire’, a quem agradeço sempre, pois acabou vindo a ser também um dos meus maiores incentivadores e amigos.

Em Brasília seu show foi sucesso na Festa da Lili no fim de 2006. Você esperava aquela reação?

Amei ter feito o show na ‘Festa da Lili’, tanto pela produção impecável quanto pela vibe, simplesmente incrível! Realmente não esperava nada daquilo e fiquei totalmente perplexa com tamanho profissionalismo dos produtores e reconhecimento da galera.

Já conhecia a cidade? Deu para fazer o tradicional city tour pela Esplanada?

Quando fui para o show, infelizmente não tive tempo de fazer nem conhecer nada. Tinha feito a festa ‘Kalinato’ na sexta, em São Paulo, peguei um avião, fui cantar na ‘Festa da Lili’ e depois, no domingo de madrugada, voltei para Sampa para cantar na festa de aniversário do Rogério Figueiredo. Mas volto a ressaltar que adorei o povo brasiliense, sua receptividade, carinho e organização.

Você está gravando um CD? É o primeiro? O que vai ter nele?

Estou em fase de composição do meu CD e arranjos, uma das etapas mais importantes da minha carreira. Para mim, o lançamento desse CD é como um filho que nasce contando a história da mãe, já que fala da minha vida em cada letra. Cantar letras em inglês continua sendo a minha idéia principal. Talvez grave uma faixa em português, ainda não sei ao certo, mas em breve o CD será lançado e todos vão poder conferir as surpresas que estou preparando. Espero que gostem, pois está sendo feito com muito amor.

E sua parceria com os produtores de festas? Já está rolando exclusividade com alguém?

Exclusividade mesmo só aconteceu com as festas da produtora Rosane Amaral no Rio de Janeiro, no Reveillon, a R:evolution e Pool Party,  já que havia uma preocupação tanto minha quanto dela de ser realmente exclusiva. Para mim, porque queria entrar com o pé direito na cidade maravilhosa e com a melhor e para a Rosane, porque queria me ter pela primeira vez no Rio de Janeiro em sua festa. Hoje não tenho qualquer tipo de exclusividade em qualquer lugar. Ouviram, produtores!?(risos)

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