Quarto e último dia do CFW já
começou com cara de saudade
O sonho de Márcia Lima foi compartilhado por todos, público, colaboradores, jornalistas, modelos, marcas. Cerca de 150 pessoas participaram das palestras, no início da tarde de sábado. Na lista de feras, a cenógrafa e figurinista da TV Globo, Beth Filipecki, a redatora do caderno Ela do Jornal O Globo e autora do livro "estilo no Trabalho", Heloísa Marra, a editora de moda do Jornal do Brasil, Iesa Rodrigues e a consultora de moda Silvia Leal.
Mas o dia foi mesmo das crianças. A marca Yep levou para a passarela dezenas delas. Charmosas, risonhas, às vezes tímidas, a grife mostrou que a moda para os baixinhos neste verão está despojada e confortável e tem nos looks muito trabalho artesanal, bordados e aplicações. No final do desfile, o ator mirim Guilherme Vieira deu um show de simpatia.
E como as coleções apresentadas são para a próxima estação, o último dia teve muita moda praia, muitos corpos exposto. A Cool Cat abriu a precedência. Na passarela, looks inspirados nos esportes radicais, muitos corpos sarados e a atriz Joana Balaguer. A No Limits mostrou corpos em cores quentes inspiradas no México, além de dois atletas: José Mário Tranquilini, do judô e o ciclista paraolímpico, Joaquim Sousa. A Bob Store mostrou sua coleção com muito branco, linho, poás e pernas de fora. Os corpos teimavam em se mostrar, tanto que uma das modelos teve problemas com o tomara-que-caia que literalmente caiu, mas ela tapou os seios com a mão e continuou o desfile. A top Mariana Weickert também desfilou para a grife.
A Mix To Mix finalizou o CFW 2006. Com um desfile bem descontraído, a marca mostrou looks leves e divertidos com muito jeans e malhas. Os tênis, multicoloridos, deram um show. Nos acessórios, cartas de baralho. O desfile terminou com festa dos modelos que obviamente, fez com que o público não resistisse.
Segundo Márcia Lima, o evento superou a expectativa de público. “Estou feliz, realizada. Daqui a pouco, Brasília será referência de moda para o País inteiro. De acordo com a Federação das indústrias do Distrito Federal (Fibra), o seguimento que mais cresceu na cidade, em 2005, foi o vestuário, com 36% de crescimento. O CFW tem grande parcela nisso. Só posso estar radiante”, ressaltou.
Apoena, capítulo a parte
Aplaudida de pé, a Apoena fez sua estréia nas passarelas. Com um cenário folclórico, muitas fitas coloridas e imagens de santos, a grife mostrou em seus looks os elementos característicos da marca: cores, flores e romantismo. Mostrou a mulher do campo, da cidade, da festa. Usou e abusou dos bordados e aplicações, sem cair no clichê e se tornar caipira demais. Veio no tom certo. Inovou com brilho, tules e amarrações nas sandálias, que acompanhavam os looks. Nas roupas, linhas retas, formas geométricas. Muito, muito branco.
Nascida de um projeto de cidadania e resgate social, a grife Apoena utiliza mão-de-obra de artesãos, costureiras e bordadeiras de cooperativas de Brasília e Entorno. A idealização é de Kátia Ferreira, da ONG Proeza, para inclusão desses artesãos no mercado de trabalho por meio da moda. Hoje, a grife se tornou conhecida e seus produtos podem ser encontrados na Ortiga e na Casa Magrella.
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