Perfil: Monika Vidal, humorista
sem vergonha ou sem preconceitos

08.01.07 : : João Paulo Nóbrega da equipe ParouTudo
João Paulo Nóbrega/ParouTudo
Monika Vidal, atriz que brilhou na peça ‘Natal Fora do Armário’, é a típica S da sigla GLS

Em dezembro o Estruturação lançou a primeira do que pode ser uma série de peças com temática LGBT – ‘Natal Fora do Armário’. No elenco, vários gays e lésbicas, que nunca tinham feito nada no teatro, dividiram o palco com atores profissionais, como Monika Vidal, 26, que se destacou com uma participação especial super engraçada. A simpatizante declarada entrava entre uma esquete e outra e fazia graça com o público.

Com o marcante bordão “Adoooooro” em seu texto – tirado das conversas com os amigos gays – a humorista conversou com o ParouTudo e contou que pretende continuar no projeto das oficinas teatrais que recomeçam em março.

Apaixonada pela comédia, afinal “fazer rir ajuda o mundo a ser um pouco mais feliz”, a figura se define como uma mulher que ri de tudo, sonha com o amor, deseja a fama, vive intensamente, sofre pelo passado, chora pela incompreensão e que luta pela felicidade.

Conheça um pouquinho de Monika:

Muitos dizem que comédia é o que dá dinheiro. Você optou por essa vertente do teatro para se divertir ou pela grana?
Hoje em dia está cada vez mais difícil fazer alguém sorrir. A arte pra mim é mágica, agradeço todos os dias a Deus pelo talento que me foi dado de ”fazer sorrir”. Não quero que a pessoa que vai ao teatro para assistir a um espetáculo saia da mesma forma que entrou. Dinheiro é apenas uma conseqüência de um dom dado por Deus...

Como começou essa historia de interpretar?
Comecei imitando meus parentes, fazendo “graça” dentro da família mesmo. Depois passei a imitar personagens de novela, filmes e também fazia dublagem de voz, etc... Desde pequena sentia que fazer o meu próximo sorrir era muito mais que um talento... amo dançar imitar cenas de filmes, sempre tive como minha inspiração o ator Jim Carrey, Tom Cavalcante, Cláudia Jimennez e muitos outros.

Mas sempre foi seu sonho mexer com arte ou é uma brincadeira?
Sonho? Para mim a arte é muito mais que um sonho, é uma das poucas formas que nós atores temos de expressar tudo aquilo que “você” como espectador vive ou sente. Enquanto eu puder viver esse sonho, vou viver fazendo arte!

Como foi fazer parte de uma peça onde o assunto tinha como base o tema: discriminação com os homossexuais?
Para mim foi tudo muito P-E-R-F-E-I-T-O. Não é a orientação sexual diferente da minha que vai me tornar um ser diferente. Sou contra todos os tipos de preconceito. Para mim toda forma de amor vale a pena! O importante nessa vida é ser feliz!!!

Não teve medo de ser alvo de preconceito, de ser tachada como lésbica?
Não, acredito que quem não deve não teme.

Já sofreu algum tipo de preconceito?
Sofro preconceito por ter amigos gays. Tem coisa pior que isso?

O que você diria ao preconceito?
“Que o essencial é invisível aos olhos”

Qual personagem teve mais haver com Monika Vidal até hoje?
Risos... Acho que a última que fiz, a Modelo (não porque quero ser modelo) mas pela persistência da personagem de mostrar a todos o seu talento, não importando quantas vezes ela levou não, mas ela esteve lá até conseguir. Foi capaz de tudo até atingir o seu objetivo principal: o de ser atriz! E também ignorando todo um padrão de beleza imposto pela sociedade!

 

Drama ou comedia?
Comédia. ADOOOOOOORO desafios. É mais fácil fazer alguém chorar do que fazer sorrir!

Como você descreveria seu visual?
Básico, porém moderno.

Como é seu guarda-roupa?
 Adoro roupas ousadas, desde uma saia curtíssima a vestidos dignos a festa do “Oscar”.

Qual personagem você tem vontade de fazer?
A Sandy, do musical, Nos tempos da Brilhantina.

Qual manchete um jornal poderia dar sobre você?
Mais um talento Cênico surge na Capital Federal.

Uma peça inesquecível?
Motel Colorado pra Gozar de Rir. Comédia escrita e dirigida pelo meu eterno diretor Lívio Di Araújo, no qual fazia uma garota de programa carioca, esse personagem superou todas as minhas limitações como atriz, risos.

Um erro no qual você não quer persistir?
Deixar de acreditar no meu potencial.

Quais seus planos para 2007?
Muita dança, muito teatro e muita arte. A arte de fazer brilhar e de fazer sorrir...   

 

 

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