
24 horas era o que me separava de um dos meus sonhos de viagem. De Brasília até Zanzibar, no extremo Leste Africano, foram 24 horas entre vôos, escalas, esperas, imigração e malas extraviadas... Mas valeu a pena. E como!
A paradisíaca ilha de Zanzibar, localizada a vinte minutos de avião da capital tanzaniana, Dar es Salaam, foi o cenário perfeito do meu réveillon. É uma África diferente, dominada pelos costumes muçulmanos (na ilha 95% da população de um milhão de pessoas é adepta desta religião).
Era comum ouvir os cantos hipnóticos de seus seguidores que, em perfeita comunhão e sincronismo, viravam-se em direção à Meca para adorar a Deus.
As mulheres, quase todas, se cobrem com véus coloridos que servem para esconder cabelos e ombros. Tinha até algumas de burca, inacreditavelmente debaixo daquele calor insuportável. Mas o mais engraçado era ver que algumas, mesmo em meio a muitas outras iguaizinhas a elas, se reconheciam, eu sei lá como, e paravam para trocar idéias.
A comida é boa e barata, com inspiração indiana, paquistanesa e árabe, além das coisas típicas de lá. Para quem é vegetariano como eu, eu indico ir para lá nas próximas férias, pois você vai ter a chance de comer as melhores comidas e não vai se sentir preterido em nenhum estabelecimento, já que em todos os restaurantes as opções vegetarianas são muitas e sempre deliciosas.
Ser gay na Tanzânia dá cadeia. Qualquer manifestação pública de carinho entre duas pessoas do mesmo sexo é caso de polícia. Além de Zanzibar, fui à Tanzânia, ao Kilimanjaro (o ponto mais alto de todo continente), a Moçambique e à adorável África do Sul.
: : A Miss Tanzânia
Assim que cheguei à Tanzânia, depois de um dia de vôo e seis fusos horários atrás, dei de cara com uma comitiva de misses que estavam enfileiradas na saída do saguão de desembarque do aeroporto. Surreal! Essa era a única realmente simpática.
: : Fui às compras.
Este é considerado um bairro nobre da capital da Tanzânia, Dar es Salaam. Como vocês vêem, não tem asfalto. O sistema sanitário lá é precário também. E é comum faltar luz todos os dias. Se você tem dinheiro, é recomendável a compra de um gerador de energia.
: : Sim, eu me joguei, e daí?
Em Zanzibar há apenas duas boates. Esta é o Dharma Longe, um lugar cavernoso, mas muito divertido, cheio de nativos e de gringos também. Este da foto é um amigo, o Didier, da Bélgica. Ele mora num paraíso! Ah! Shakira é a diva maior do país. Dizem que é porque ela tem esse jeito meio libanês de ser. Então, fui obrigado a dançar Hips Don’t Lie quatro vezes, em versões diferentes, numa única noite.
: : Feliz ano novo!
Estes são os primeiros momentos solares do ano de 2007. Fui a uma festa abarrotada de gente de todos os lugares do mundo. O lugar, localizado no extremo norte da ilha de Zanzibar, é muito bonito. O mar azul, a areia branquinha, o céu espetacular.
: : Quem foi que disse que a miséria não sorri?
Eu fiquei apaixonado por essa menina, que carregava, acho e espero que seja, a irmã nas costas. Tentamos nos comunicar, mas foi impossível. Ela só falava o Swahili, língua também falada em Madagascar e no Quênia. Eu estava no meio de uma expedição numa fazenda de temperos e especiarias e não tive tempo para parar e interagir. Mas a voz dela e sua imagem poderosa ficaram gravadas.
: : Johannesburg é linda!
Johannesburg é uma cidade enorme, de mais de dez milhões de pessoas, com uma vida noturna agitada e muitas opções de lazer. Numa comparação pífia é a São Paulo ou a Madrid sul-africana, enquanto Cape Town é o Rio ou Barcelona. Fui à casa onde o Mandela morou vários anos de sua vida e ao Museu do Apartheid, que é uma viagem pesada, porém esclarecedora e comovente, a um momento histórico tão recente. Tive a chance de ir ao bairro que serviu de cenário da resistência aos absurdos impostos pelos pelo apartheid, o Soweto, onde hoje só moram negros.
: : Olha esse mar!
O mar de lá é inacreditável. Acho que eu não preciso dizer mais nada. Só que eu pisei num ouriço-do-mar e precisei tomar antiinflamatório e deixar meus pés durante mais de duas horas aterrados em um mamão gigante, para cortar o efeito do veneno. Uma pequena saga africana! Só comigo acontece essas coisas.
: : Vida noturna!
Isto foi num bar muito legal, no terraço de um hotel de mais de trinta andares, com vista para toda a cidade de Cape Town. Comigo na foto, Phill, um inglês que mora na África há vários anos e um excelente cicerone.
: : Jantar Etíope.
Este foi um dos melhores jantares da minha vida: simples e muito saboroso. Um restaurante etíope, super bem-decorado e com um serviço exemplar. É para se comer com as mãos, usando pão como a base, o que é muito divertido. Foram as melhores lentilhas que eu já comi!
: : Animaizinhos...
Não dava para ir à África e não ver alguns bichos em seu habitat natural. Na foto, uns elefantes simpáticos, num parque aos pés do Kilimanjaro. Foi divertido, mas a África vai muito, muito além de leões e girafas.
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