Negócio da Yara China: a nova
‘figurinha carimbada’ da cena

Publicado em 26.01.07 : : Pedro Marra da equipe do ParouTudo
Pedro Marra/ParouTudo

Dona da maioria dos bares de festas GLS em Brasília, Yara China comenta filas e troco

Com o fortalecimento das ‘festas fora de boate’ o mercado GLS em Brasília tem formado uma rede de fornecedores que se têm tentado se especializar nesse público. O ParouTudo entrevistou uma figurinha que faz parte dessa leva de novos empresários sempre presentes nas festas mix da capital federal: China. Sempre com um sorriso no rosto, esbanja simpatia com o público, motivo de ser bem quista pela maioria dos produtores.

Seu papel na cena não é nada fácil: é ela quem coordena o bar das maiores festas, como Lili, Fun, Wanna Be e Edu. Os bartenders podem até variar, mas quem coloca ordem atrás do balcão é sempre a China. Na última semana, com os transtornos no bar da FUN, nada mais oportuno do que saber o que aconteceu e cobrar melhoras na próxima festa.

Saiba mais sobre a lindinha de olhos puxados.

 

De onde vem o apelido, se é que é apelido, China?
Os amigos da rua onde eu moro que me colocaram este apelido.

O que você fazia antes de ser chefe de bar?
Sempre tive o pé na cozinha. Há quinze anos trabalho com a empresa Balako da Lua. Minha equipe cuida de buffets em festas. Sou chefe de cozinha e já trabalhei com vários produtores.

Como veio a oportunidade das festas GLS?
Eu trabalhava com outros organizadores de bar. Um belo dia aconteceu que meus patrões me deixaram num bar só com cerveja, vodca e whisky e foram fazer outro evento. A produtora da festa me deu carta branca. Corri atrás de mais bebidas e fiz o bar sozinha. Nesse dia descobri que poderia fazer tudo. Daí comecei a trabalhar sozinha, ou melhor, dirigindo sozinha. E convites vieram.

Quem foi o padrinho? Quem te trouxe para a cena?
Na verdade é uma madrinha, Lili Santana. Foi ela quem acreditou primeiro no meu trabalho. Como as festas dela são grandes e muito bem freqüentadas, logo fui convidada pelo Fernando Toledo (Festa Fun). Ambos me apóiam e me dão força para continuar. Os demais produtores também são carinhosos, gosto de todos.

Você gosta de trabalhar com o público GLS?
Eu adoro os gays, lésbicas e simpatizantes. São todos uns fofos. As festas são bonitas e divertidas. Não vejo muita briga, nada de pancadaria como acontecem em algumas héteros. Os GLS vêm para se divertir, dançar, beijar muito... é para curtir a festa.

Conta pra gente alguma situação desagradável...
Não sei bem o que falar. Coisas corriqueiras acontecem, quando a festa está muito cheia e no pico da festa fica tumultuado o balcão. Mas nada grave. Já aconteceu de um convidado armar confusão na fila do caixa e em seguida na frente do balcão. Tive que chamar o segurança, mas não deu em nada depois.

Na negociação final e no acerto tudo acontece numa boa?
A grande maioria das vezes vai tudo certo. Cito apenas uma vez que o produtor da festa me pagou com um cheque do sócio dele e estava sem fundos. Tive o maior problema com o meu fornecedor de bebidas, daí arquei do meu bolso. E meses depois ainda não consegui resolver, a pessoa não atende minhas ligações e tal. Acabei tendo que ficar desconfiada com os novos clientes.

Nossos internautas reclamam das filas nos caixas. O que você tem a dizer?
Também acho chato ter filas. Acontece mesmo. Sugiro colocar mais atendentes de caixa. Sempre sugiro aos produtores, mas eles não gostam da idéia. As minhas funcionárias têm experiência bancária, então são ágeis o suficiente. A questão é levar o questionamento para a organização do evento mesmo.

E sobre a falta de troco? Houve toda uma polêmica na última FUN White Party. O público era obrigado a comprar mais fichas?
O responsável pelo troco também é o produtor, e ele divide com a bilheteria. Mas o maior problema são os valores quebrados, tipo R$ 2,50 ou 3,50. A dica é arredondar o preço mesmo. Vou ficar mais no pé na hora de definir a tabela e tentar amenizar o problema do troco, nem que eu arque com o dinheiro de troco.

Para terminar o bombardeio... tem gente reclamando que a dose de vodka fornecida no seu bar é pequena. É mesmo?
Usamos a dosagem indicada na garrafa. A dose é a da do ‘dosador’. O padrão mesmo.  A quantidade de doses que cada garrafa dá tem que bater com o número fichas vendidas. Se der diferença, eu tenho que cobrir o valor. Estou à disposição para mostrar na festa como isso funciona.

Por fim... alguém merece um beijo especial?
Agradeço a todos do mundo GLS. O carinho de todos que freqüentam as festas é bem gratificante. Mas tenho um amigo especial. O Leonardo Vasconcelos foi o primeiro a ser simpático comigo. E aos meninos do ParouTudo também, sempre presentes.

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