Ela é alta, esbelta, tem cabelão liso, sorriso desenhado e canta em inglês enquanto dança. Perfil de diva americana. Mas Marina Elali, a intérprete de ‘One Last Cry’, hit da novela das oito Páginas da Vida, se define apenas como “nordestina com muito orgulho”.
Neta de Zédantas, compositor e amigo pessoal de Luiz Gonzaga, Marina traz em seu DNA o amor pela música. ‘One Last Cry’ ganhou vários remixes, alguns feitos por DJs da noite GLS, como Demu Mix, Edson Pride e Felipe Lira.
Determinada, aos 18 anos mudou-se para Boston (EUA), onde morou três anos para estudar música na conceituada Berklee College of Music. Sua segunda música mais conhecida, ‘Mulheres’, tem na letra a seguinte frase ‘Algumas [mulheres] gostam de mulheres’ com uma cena de duas garotas se beijando. Legal, né?
Antes de estourar com ‘One Last Cry’, Marina participou do programa FAMA da TV Globo em 2005. Em um bate-papo descontraído, Marina fala ao ParouTudo sobre carreira, os remixes de sua música, a relação com o público GLS e revela ter o sonho de cantar em uma parada gay. Sim, ela quer, só falta o convite. Atenção, produtores!
: : Baixe o mp3 da versão de Demu Mix pelo RapidShare
: : Clipe de ‘Mulheres’ no YouTube - preste atenção na letra
: : ‘La Isla Bonita’ e ‘Xote das Meninas’ ao vivo
: : Ivete Sangalo recebe Marina Elali no Estação Globo
Como está sendo a receptividade do público pelo Brasil pós-programa FAMA e agora com o hit da novela Páginas da Vida?
Melhor impossível! 2006 foi um ano maravilhoso. Recebo o carinho de todos, voltei a ir a vários programas, tenho fã-clubes por todo Brasil. E o mais bacana foi que passei a ser respeitada pelos músicos. Tudo isso é reflexo do meu trabalho, estudei muito e graças a Deus está dando super certo.
Ainda tem muita gente que acha que a cantora de ‘One Last Cry’ não é brasileira?
(risos) As pessoas já estão começando, a saber, sabe? Eu falo isso sempre. Me sinto super lisonjeada de ser comparada com uma diva americana. Para mim isso é um super elogio!
Seu remix virou hit também na cena GLS, todos cantam. Como você lida com esse público?
Nossa, eu fico muito feliz. Já fiz show em festa GLS. Sempre tem muitos gays nos meus shows e fico muito orgulhosa porque sei que é um público muito exigente e sempre está lá marcando presença, elogiando minhas roupas, maquiagem, cabelo, adoro. Tenho um grande sonho de cantar na parada gay e logo quero realizar!
Você freqüenta locais GLS?
Eu já fiz shows, já fui com meu namorado e é muito mais animado que qualquer local hétero. O mais legal é quando tocam o remix de ‘One Last Cry’ (risos), adoro!
Então você namora?
Simmm, há cinco anos, graças a Deus!
Com essa repercussão da música, você tem tido tempo de descansar, sair, ir ao cinema, etc?
Ah, meu lazer é cantar, não vejo como trabalho, sabe? Sou apaixonada por palco, pelo público, mas claro que tenho tempo para namorar. Quando a gente quer a gente sempre arruma tempo.
E Brasília? Você conhece? O que sabe sobre a cidade?
Adoro Brasília. Já fui com meu namorado. Ele é cineasta e está fazendo um filme com o título de ‘Segurança Nacional’. Fiquei vários dias na cidade, como eu estou fazendo o tema do filme, fiquei alguns dias em Brasília. Quero voltar logo, estou aguardando a oportunidade na agenda, mas quero ir logo! Em breve teremos novidades...
Deixa um recadinho para o público gay de Brasília...
Em primeiro lugar quero agradecer todo o amor que tenho recebido de todos vocês. Fico muito feliz com cada demonstração de carinho. E quero mandar um beijão a todos que na noite cantam ‘One Last Cry’ nas festas que sei que tem por aí. E desejo muito que todos vocês sejam muito felizes. Dancem, cantem, aproveitem muito. O importante é o que está no coração.