Brasiliense é premiado na
Bienal de Designer Gráfico
19.07.06 : : Érika Reis
Divulgação
Capa da peça premiada “Amrik - Presença Árabe na América do Sul”, catálogo fotográrfico

O designer brasiliense Wagner Alves foi premiado na 8ª Bienal Brasileira de Design Gráfico ADG Brasil , em São Paulo. Wagner recebeu o Prêmio Peça de Destaque, na categoria Design de Publicações, com o projeto do catálogo da mostra fotográfica “Amrik - Presença Árabe na América do Sul”, produzida por ocasião da Cúpula América do Sul/Países Árabes, realizada no ano passado, em Brasília/DF, por iniciativa do Ministério das Relações Exteriores. Wagner Alves foi o único designer gráfico do DF selecionado para a Bienal e seu trabalho está entre os 309 selecionados para a mostra, que acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo, até 23 de julho, e deve seguir itinerante por outras cidades do país até 2008.

O designer classifica este momento como muito significativo para ele, uma vez que o coloca lado a lado com grandes nomes nacionais do design gráfico. “Acredito que essa premiação seja importante também para os outros profissionais de Brasília, uma vez que desperta, no resto do país, o interesse e a visibilidade do que é produzido no Distrito Federal”, complementa.

Brasiliense de nascença, Wagner Alves é hoje o atual vice-presidente da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – Adegraf. Dede 2000, seu trabalho e processo criativo concentram-se na pesquisa, descoberta e revelação dos arquétipos gráficos expressos na cultura popular brasileira. A pesquisa, principalmente sobre o povo brasileiro, suas crenças, cotidiano e como isso é expresso graficamente (xilogravuras de cordel, artesanatos, composição de cores, ritmo, etc). A descoberta, quando identifica, na sua formação pessoal, traços culturais tão tradicionais, principalmente das culturas mineira e nordestina. A revelação, quando consegue concretizar algum projeto que apresente o resultado dessas pesquisas e descobertas.

Em 2003, Wagner Alves ganhou o Prêmio Max Feffer de Design Gráfico - o melhor projeto na categoria Reciclato Institucional -, com a "A Luta Contra o Dragão da Pobreza" - um catálogo para a Fundação Banco do Brasil que apresentava os projetos da instituição convergentes com o Fome Zero do governo gederal. Em 2004, bicampeão, ganhou novamente o Prêmio Max Feffer de Design Gráfico - o melhor projeto na categoria Reciclato Editorial -, com o "Romance do Vaqueiro Voador", que contava as desventuras de um vaqueiro nordestino que veio para ajudar na construção da cidade de Brasília, mas que morre enterrado em uma das obras que ajudava a construir.

Premiações

- Menção Honrosa pelo Relatório Anual do Unicef (2001) - projeto ainda em exposição no escritório central do Unicef em Nova York.
- Prêmio Max Feffer de Design Gráfico (2003), categoria Reciclato Corporativo: A Luta contra o Dragão da Pobreza.
- Prêmio Aberje Regional (2003): convergência de mídias.
- Prémio Max Feffer de Design Gráfico (2004), categoria Reciclato Editorial: Romance do Vaqueiro Voador.
- Prêmio Destaque Max Feffer (2004): melhor projeto gráfico da edição 2004 do Prêmio Max Feffer.
- Bienal de Design Gráfico ADG Brasil (2006) – Peça Destaque na categoria Design de Publicações.

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