O dom de se tornar
importante
Existem pessoas que já nascem importantes. Outras não se importam mesmo com a importância. Outras se tornam importantes: a “ferro e fogo” ou com competência e força de vontade.
As pessoas que nascem importantes são importantes por intermédio de alguém da mesma condição. “Hereditária” é um adjetivo muito perigoso para a importância. Não há competência, merecimento, força de vontade e nem mesmo motivo para tal. Apenas se é importante e mais nada.
Outras pessoas simplesmente fazem seu trabalho e levam sua vida sem ligar para a importância. Não significa que elas não sejam importantes para si mesmas, mas não contribuem para a importância de todos.
Outras se tornam ou querem se tornar importantes a qualquer custo. Não aproveitam oportunidades para conseguir importância por outro caminho. Buscam uma importância nivelada por baixo para serem notórias sem contribuir com ninguém se valendo de mentiras e argumentos vagos. Interrompem o caminho dos outros para atrapalhar a caminhada. Ficam de trilha em trilha somente colocando pedras para os outros em vez de construir a sua própria trilha.
Mas existem as pessoas que batalham pela importância e pelo reconhecimento merecido. São pessoas que não medem esforços para ajudar e contribuir com o bem maior em detrimento do próprio interesse. Que sabem reconhecer os próprios erros. Que procuram entender – mesmo que não consigam – os erros dos outros.
E é nesse sentimento que a Associação da 9ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília agradece a todo o corpo de voluntários pela linda manifestação que ajudaram a construir trilhando, cada um, o seu caminho sem prejudicar ninguém. Reconhecemos nossos erros, mas tentamos acertar.
E o mais importante: reconhecemos a importância de todos aqueles que se comprometeram, com orgulho e felicidade de colaborarem com o bem maior e comum. E nos sentimos valorizados pela sensação de recado dado e trabalho cumprido, este é o nosso saldo positivo! Ano que vem tem mais, e melhor, sempre melhor!