28.04.06
Jovens de Curitiba discutem nesta quinta-feira (27/4) uma séria de assuntos relacionados à sexualidade deles. É o IV Seminário Adolescência e Sexualidade na Escola, que debaterá temas como doenças sexualmente transmissíveis, aids, gênero, orientação sexual e respeito à diversidade. Eles também vão tratar de raça, etnia e protagonismo juvenil. O encontro será no Colégio Estadual do Paraná, que fica no Centro de Curitiba. Os organizadores do seminário esperam reunir aproximadamente mil pessoas, entre alunos, diretores, orientadores e professores do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino do Paraná, além de profissionais da saúde e pais dos adolescentes. O foco principal do encontro é orientar os educadores a discutir esses temas transversais que emergem na escola. Um exemplo disso é ampliar o debate sobre a sexualidade, transcendendo as funções reprodutivas e abordando, também, as questões comportamentais. O seminário faz parte das ações do programa Saúde e Prevenção nas Escolas, que desde 2003 oferece educação sexual continuada e acesso ao preservativo masculino a estudantes de escolas públicas do Paraná, na faixa etária a partir dos 14 anos. Atualmente, 47 mil estudantes de 35 escolas do Paraná são atendidos pelo Saúde e Prevenção nas Escolas. Parceria – Desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e da Educação, em conjunto com as Secretarias Municipais e Estaduais da Saúde e da Educação, além de organizações da sociedade civil, o Saúde e Prevenção nas Escolas também envolve pais, professores e gestores de políticas públicas, por meio de seminários e capacitações. Com o programa, espera-se diminuir, gradativamente, os índices de DST e aids, violência, uso indevido de drogas e gravidez não planejada na adolescência. A coordenação do programa no estado tem como metas para o futuro expandir as ações para outros municípios da região metropolitana de Curitiba e também para escolas da rede particular de ensino. De acordo com a Coordenação Municipal de DST e Aids de Curitiba, foram registrados 7.703 casos de aids na cidade, desde 1984, ano que marca o início da epidemia no local. Do total de casos notificados, 2,3% foram em indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2004, do total de gestações na capital paranaense, 16,1% ocorreram em adolescentes, sendo 116 em meninas de 10 a 14 anos e 3.909 em meninas de 15 a 19 anos.
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