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LÉSBICAS PODEM SER MÃES

A adoção deixou de ser a única opção para as mulheres homossexuais que querem ter filhos. Outra alternativa é a inseminação artificial

25.01.06
Divulgação

 

A procura pela inseminação artificial, com sêmen de doador anônimo, por parte de mulheres homosexuais, começou a surgir nos últimos cinco anos, e vem aumentando a cada ano. É o que afirma o especialista em reprodução humana e um dos diretores do Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social -, Newton Eduardo Busso. Segundo ele, para a realização deste tratamento, o espermatozóide vem de um banco de sêmen. "O Conselho Federal de Medicina permite o tratamento por reprodução assistida a mulheres sem parceiros, independente da orientação sexual", afirma o especialista.

O assunto foi discutido, recentemente, no Encontro de Psicologia em Reprodução Humana, durante o IV Congresso Paulista de Medicina e Climatério. De acordo com a psicóloga Liliana Seger Jacob, as homossexuais que atualmente optam por esta alternativa apresentam chances de engravidar 57% maiores do que as heterossexuais, pelo fato de tomarem a iniciativa mais cedo. "As homossexuais decidem ser mães por volta dos 30 anos, pois esse desejo existe, independente da orientação", diz a psicóloga. Segundo ela, 10% das lésbicas, nos Estados Unidos, são mães sendo que 20% delas recorreram à inseminação artificial para gerar filhos. No Brasil, ainda não existem estatísticas, já que as mulheres preferem o anonimato.

O Projeto Beta disponibiliza profissionais para tratar do problema adequando os custos dos tratamentos à realidade sócio-econômica dos casais. É o primeiro centro especializado em medicina reprodutiva privado a tratar a infertilidade com responsabilidade social.

Sobre o Projeto

O objetivo é oferecer soluções para problemas de fertilidade a cerca de 15% dos casais que enfrentam dificuldades em obter gestação e muitas vezes acabam desistindo do sonho de terem filho devido à escassez de tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Ao adequar o custo do tratamento à classificação social de cada casal, o Projeto atende grande parte do público que não tem condições de pagar pelo tratamento, nas clínicas particulares, e que não encontra atendimento na rede pública.

É formado por um grupo de 50 profissionais da área de saúde e trata-se de uma iniciativa pioneira liderada pelos médicos:

Elvio Tognotti (médico assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Jonathas Borges Soares (Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida); Nelson Antunes Junior (responsável pelo departamento de reprodução humana da Faculdade de Medicina do ABC); Newton Eduardo Busso (professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa); e Sidney Glina (presidente da Sociedade Brasileira de Urologia).

Com uma equipe multidisciplinar, também formada por biólogos, embriologistas, ginecologistas, urologistas e enfermeiros o Projeto Beta busca oferecer excelência no atendimento de casais inférteis e encontrar uma solução eficaz para o problema específico de cada um, utilizando estratégias que facilitem o acesso a tratamentos de infertilidade.

O Projeto realiza palestras gratuitas e orienta os casais sobre os tipos de tratamento oferecidos. Além disso, os casais podem tirar dúvidas com especialistas e passar por consultas, ultra-sonografia e análise seminal criteriosa. Após a escolha do melhor tratamento para o caso, são encaminhados à assistente social. Nessa etapa é realizado estudo para a adequação do custo do tratamento ao perfil sócio-econômico dos casais.

O local das palestras é a avenida Angélica, 688 - auditório do primeiro andar - bairro Higienópolis, São Paulo. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 3826-7017, de segunda a sexta, a partir das 14h00. As próximas serão nas seguintes datas: 21/01, 11/02, 04/03, 01/04, 29/04 e 20/05.

 

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