
Dez anos depois de trabalhar em uma das mais fortes empresas de jeanswear brasileiras, a Zoomp, Alexandre Herchcovitch retorna à marca como diretor criativo (é bom lembrar que tanto a Zoomp como as marcas do estilista foram vendidas recentemente ao mesmo grupo, o I’M). E essa nova combinação não poderia ter dado mais certo.
Com trilha sonora assinada pelo amigo Johnny Luxo, o desfile foi um dos mais celebrados até agora na temporada razoavelmente morna de Iverno 2008 da SPFW. Na passarela, referências esportistas com pitada futurista.
Nos looks masculinos, os capuzes de pele remetem, de imediato, à coleção de inverno 2007 de Alexandre Herchcovitch. Mas a associação não é algo negativo. O estilista cria casacos e jaquetas confortáveis, chamados de ‘cápsulas’ por ele.
Sobre a modelagem dos meninos: ela é seca, mas não skinny como nas duas temporadas anteriores. As calças são levemente justas e de cinturas baixas, mas mais largas no calcanhar. Há ainda muito couro e piquet vinilizado, casados com camisa e colete xadrez. Nos capacetes e acessórios, utiliza-se o tricô, que deve estar presente nas araras da loja em peças mais básicas. E as botas vêm em couro envelhecido.
O jeans é tecnológico. Há o furadinho a laser, o com lavagem especial, o matelassê e o com forro. Além do couro e do jeans, os demais materiais usados, segundo Herchcovitch, são tricoline fio tinto, seda paetizada, neopreme e cashmere.
A coleção feminina, que foi mostrada por tops como Carol Trentini e Marcele Bittar, é feita para causar a sensação de mulher dominante. Sensual, usa desde macacões de couro bordado com flores, grande tendência do inverno, a camisas com renda francesa. E o jeans delas também segue a linha seca, mas não tão skinny como antes.
A coleção ficou linda, sexy e desperta o desejo de ir às compras para se vestir no inverno.
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