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ParouTudo.com - O portal GLS de Brasília
: : Orgulho
Domingo em Taguatinga é
marcado pela 2ª parada LGBTS
Publicado em 24.09.2007 : : Pedro Muniz Fotos: Ricardo Lucas
Ricardo Lucas/ParouTudo
Dimmy Kieer brilha na parada de Taguatinga e puxa vaias para homofóbicos

Aconteceu no último domingo (23), a 2ª Parada do Orgulho LGBTS de Taguatinga, com o tema ‘Juntos por um Brasil de paz, humano, solidário, sem racismo e sem homofobia’. O evento realizado, sem qualquer tipo de apoio do governo, atraiu diversas pessoas paras as ruas da maior cidade satélite do DF.

Foram quatro trios na parada: o primeiro, da organização, foi seguido pelo das lésbicas, em seguida o do bar Sem Comentários e, por último, do trio da agência de DJs Pool. A convidada especial do Sem Comentários, Dimmy Kieer, acabou ficando no trio da organização por ser o maior deles.

Como atração dos trios tocaram Aline Ribeiro, Vilson Santos, Luciano Di Marco, Groove, JB Léo, Beto Luscious, Marcão Bsb, Tiago Vibe, Paula Almeida, Gilmar Golucho, Marcelo Campos e Téo Andrade.

A concentração começou por volta das 13h, na altura da QNE 27 em Taguatinga Norte, e aos poucos foi juntando vários militantes e simpatizantes, como a dona de casa Neusa que estava ali pela primeira vez. “Eu acho uma manifestação muito interessante, tem o meu total apoio”. Perguntada sobre o fato de existirem duas paradas no Distrito Federal, a dona de casa explica: “Essa divisão, é boa porque tem gente que não tem fácil acesso ao plano piloto, que é o meu caso, e o evento acontecendo por aqui, fica mais fácil para a gente curtir”, conta.

Já o estudante Paulo não gosta muito dessa divisão. “Na minha opinião, os dois movimentos tinham que se juntar e realizar uma parada com muito mais força, para assim atrair muito mais gente”, comenta o estudante que estava participando de um movimento LGBTS pela primeira vez.

Pouco depois das quatro da tarde, o hino nacional foi executado e todos os presentes fizeram um minuto de silêncio em homenagem a todos os homossexuais que foram assassinados vítimas de homofobia. Em seu discurso, Elker Barros, organizador da passeata, disse que os LGBTS das cidades satélites vivem uma outra realidade do plano piloto. “Enquanto eu tiver forças, realizarei a Parada Gay de Taguatinga”, discursou em tom inflamado.

A questão de uma outra Parada ainda não é muito clara para todo o público, mas o organizador faz questão de reafirmar que seu motivo é para mostrar a força e importância das cidades satélites e não por uma questão de segregação da parte de Taguatinga em relação ao Plano Piloto.

Quem também discursou foi a integrante da Liga Brasileira das Lésbicas no DF, Ludmila, enfatizando que o real motivo da parada é luta pelos direitos LGBT perante a sociedade. Após os discursos, a manifestação foi tomando conta da Avenida Comercial Norte.

Apesar do foco da manifestação ser a luta contra a homofobia, não foi isso que ocorreu. Durante uma pausa para mais alguns discursos, anônimos de um edifício tacaram ovos em direção ao trio. Um deles acertou os DJs Vilson e Luciano D Marco Dimmy Kieer assumiu o microfone e disse: “Para as pessoas desse prédio aí, fiquem sabendo que ser gay não é ter uma doença; Gay é presença”, disse a drag ao puxar um coro de vaias em direção ao prédio.

Apesar do lamentável incidente, que já aconteceu no ano passado, até o final do percurso tudo correu como o esperado pela organização. “Este é meu segundo ano aqui na parada de Taguatinga e está tudo muito lindo; É muito bom ver tantas pessoas juntas lutando por uma coisa só”, comenta o estudante Gabriel.

Melissa Navarro, integrante do grupo Coturno de Vênus, também participou da caminhada e comentou que é super importante trazer o movimento LGBT para onde as pessoas estão, que é o caso da parada de Taguatinga. “Nós temos o projeto de trazer a parada lésbica para todas as cidades satélites, mas isso vai acontecer aos poucos”, complementa.

No início da noite, a caminhada chegou ao seu ponto final na Avenida das Palmeiras. Elker diz que tudo saiu exatamente como foi planejado, sem nenhum contratempo. “A parada deste ano superou todas as minhas expectativas. Ano que vem estaremos aqui novamente”.

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
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