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Bloggers dão dicas para o feriadão gay de SP

Por Thales Sabino em 16.05.2008 : : 15h31

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Leia, toda sexta-feira, edição inédita
da coluna Diversidade na Tribuna do Brasil

Chega às bancas na próxima semana a quarta edição da revista DOM, que deixa de ser bimestral para circular todo mês. Quem comprar a revista em São Paulo leva de brinde um guia de bolso (foto) do feriadão GLS da parada do orgulho paulista, de 21 a 25 deste mês.

Os responsáveis pelo material são dois bloggers influentes na cena: Thiago Magalhães e Marcos Carioca, que assinam as páginas Introspecthive e Carioca Virtual respectivamente. O guia não será encartado nas revistas vendidas em Brasília, mas a Tribuna do Brasil conversou com a dupla.

O que é imperdível durante o feriadão gay em SP?

THIAGO – Aproveitar a cena gastronômica. Sugiro o Carlota, o DueCuochi, o Mestiço e o Spot; as festas de quinta-feira na Pacha e sábado (Gira-Sol). Para os mais afoitos, se jogar na sauna 269.

MARCOS – Projeto Gira-Sol no Clube de Regatas. É uma realização do clube The Week com outras casas tradicionais de SP, e este ano conta com a participação do espanhol e badalado projeto Matinee Group. Fora das festas, o importante é estar com os amigos, reencontrar gente querida, se divertir com elas, e buscar fazer uma programação que contemple algo fora da jogação, como sair para almoçar ou jantar sem se preocupar com a noitada. O que SP tem de melhor, fora a noite, são os restaurantes. Estar aqui e não ir a nenhum bom é ir à praia e não se molhar.

E o que é dispensável?

THIAGO - O Gay Day do Playcenter - falo pelo meu gosto, mas tem uma porção de pessoas de outras tribos que adora - e pagar para ficar em cima dos trios elétricos da Parada, infelizmente, cada vez mais caída.

MARCOS - Andar de carro. A cidade conta com uma boa malha metropolitana (metrôs) de fácil acesso e locomoção. Então, para não ter que esquentar a cabeça com estacionamento, combustível, segurança, e poder se jogar (ainda que com responsabilidade) livremente sem ter que correr o risco de ser detido pela PM ou mesmo sofrer - ou causar - um acidente grave, o melhor é usar os metrôs e até taxis. Combine com os amigos que a corrida sai mais barata. Lá no guia damos 3 contatos com empresas de táxi de extrema confiança e que aceitam cartões de crédito.

André Almada, sócio da The Week, vai lançar um manual de boas maneiras na noite. O que vocês acham que não pode faltar na cartilha?

THIAGO – Não mendigar entrada VIP, jamais furar fila (tanto da entrada da boate quanto dos caixas), não se ‘colocar’ demais e dar trabalho para os outros. E sempre dizer “por favor”, “obrigado”, “com licença” e “desculpe”.

MARCOS – Informações de como respeitar o semelhante e seus domínios. Peça “licença”, use “por favor” antes das solicitações e diga “muito obrigado” sempre. Não dói e são palavrinhas mágicas que funcionam até quando o interlocutor é uma anta.

Pensando em quem vai fazer as malas, qual vai ser o hit no visual dos meninos nesta parada?

THIAGO – Aquelas camisetas com decote V gigantesco e estampa silkada sobre o decote (fica metade dentro da camiseta e metade fora), no estilo feito pelo Marcelu Ferraz; pólos incrementadas com apliques, brasões, números (tipo as do Sérgio K); e, ainda, muita roupa A&F (embora esteja banalizando) e calça Diesel. No frio, tricôs e jaquetas com capuz. Agora, na prática, depois das três da manhã já está todo mundo seminu mesmo…

MARCOS – Dicas de moda? Não tenho talento para isso, mas tirando por minhas observações, diria para não esquecer bons agasalhos para dia, tarde e noite. E indo pra noitada com casaco, deixe no carro ou na chapelaria; Evite perfumes com cheiros muito intensos: é bom lembrar que nas festas, ainda mais neste frio, o povo fica grudado e certos cheiros “machucam” as narinas alheias. Menos é sempre mais! Sobre óculos escuros: usar de noite é brega, né não? Mas faz o estilo.

Thiago Magalhães e Marcos Carioca: Há que se jogar,
mas sem perder a compostura jamais

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