Fernando Carpaneda explica esculturas que serão expostas em museus de Londres e Nova York
: : Cíntia Lopes, nossa Cindy Lauper
A loja da Duomo Domus, no SIA, foi palco de uma divertida confraternização entre a empresa e os arquitetos e designers de interiores da cidade na última terça-feira. Os promotores do evento levaram o público às gargalhadas com a presença de Cíntia Lopes, cover da cantora Cindy Lauper vivida pelo cantor e ator Fernando Martins. A personagem se apresentou na extinta boate Garagem em 2004 e impressiona pelo vozeirão.
: : ManHunt elege os mais belos
O site de relacionamentos ManHunt (www.manhunt.net), o ‘Mac Donald’s’ gay presente em vários países, vai repetir o concurso que elegeu os usuários mais belos brasileiros do portal em 2007. A edição deste ano, feita em parceria com o Mix Brasil, premiará o primeiro lugar com uma viagem à parada de São Paulo, e o segundo e o terceiro colocados com iPods. Para participar, é preciso estar cadastrado no site e enviar um e-mail para manhuntpromo@gmail.com
: : Exposição revela personagens LGBT baianos
Salvador estréia uma exposição com nome para lá de original em abril. Trata-se da ‘Boneca sai da Caixa’, produzida pelo Laboratório de fotografia da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. As fotografias foram feitas durante a Parada do Orgulho soteropolitano de 2007, em um estúdio montado no vão livre do Teatro Castro Alves, e têm curadoria do professor José Mamede. A exposição quer fomentar a discussão sobre a diversidade de gêneros e sexualidades e a variedade cultural baiana. A inauguração da exposição acompanha a abertura da mostra de cinema ‘Possíveis sexualidades’, que acontece entre os dias 03 e 10 de abril.

: : Welcome to The Sex Club
Acaba de ser confirmado o DJ da próxima edição do pojeto WTO (Welcome To), que no dia e vez dará as boas-vindas a um ‘clube de sexo’ instalado na Blue Space no dia 26 de abril. O DJ convidado da vez será o paulista Will Beats (foto), que acaba de lançar set promocional. Clique aqui para baixar o mp3. Sexo é mesmo um tema que vende, todo mundo gosta e vários produtores GLS pelo mundo afora já usaram. Aqui em Brasília, Fernando Toledo já explorou o assunto - muito bem, por sinal - na edição Fetish da Festa Fun.

: : Homoarte - Peças de Fernando Carpaneda
serão expostas em museus de Londres e Nova York
Na última semana foi confirmada a aquisição de trabalhos do artista plástico brasiliense Fernando Carpaneda por dois museus – um de Londres e outro de Nova York, onde mora o artista. As peças são versões do boneco gay ‘Charlie’, criado por ele a partir do rosto de um pastor homofóbico. Assim como a boneca Barbie, o boneco é reproduzido em várias cenas e figurinos diferentes. A versão comprada foi a skinhead (foto).

Por e-mail, Fernando Carpaneda fala à coluna:
Como rolou a aquisição?
O curador do The Gay Doll Museum de Londres viu uma matéria sobre o Charlie em uma revista e escreveu para a fundação de arte onde é vendido o boneco aqui em Nova York e entrou em contato comigo. Nesta semana, para minha surpresa, recebi um e-mail do Museum of Sex aqui de Nova York, interessado em adquirir uma das réplicas do Charlie para o acervo deles.
Por que escolheram essas peças especificamente?
O curador inglês escolheu o modelo skinhead porque o movimento neo-nazista homofóbico é muito forte em Londres e o Charlie skinhead é uma afronta ao grupo pois é um skinhead gay. O museu de Nova York também optou pelo Charlie skinhead por ser uma afronta ao grupo que mais mata gays no mundo.
Quando o público poderá ver essas peças expostas?
O The Gay Doll Museum de Londres vai abrir as portas em setembro com as novas aquisições, incluindo o Charlie skinhead. Aqui em Nova York ainda não sei, pois compraram o Charlie nesta semana.
Como é a sensação de ver seu trabalho tão reconhecido aí fora, mas nem tão valorizado no seu pais de origem?
Eu me sinto muito feliz em ter todo meu trabalho vendido para instituições no exterior. Com certeza no Brasil elas estariam mofando no meu ateliê por falta de espaço para mostrá-las.
Nova York continua aberta para a transgressão ou a onda conservadora de George W. Bush mudou a rotina e os espaços para a arte aí também?
Nova York continua aberta a transgressões! Aqui tem uma fundação para a arte gay, um museu do sexo e o Metropolitan Museum, um dos maiores museus do mundo, está com uma exposição discutindo a relação amorosa entre Jasper Johns e Rauschenberg como ponto fundamental para a criação de seus trabalhos. Dois dos maiores artistas da pop art. Enquanto isso, no Brasil, se censura um trabalho da Márcia X porque mostra um terço em forma de pênis.
E o que você acha da arte contemporânea feita aqui?
Para ser sincero eu acho o meio de artes plásticas no Brasil retrógrado, atrasado e machista. Principalmente em Brasília. Isso por culpa de curadores como o Agnaldo Farias, que insiste em dizer que a arte brasileira hoje se resume a Ligya Pape, Leda Catunda, Carmela Gross, Ivens Machado, entre outros. Nada contra o trabalho desses artistas, mas classificá-los como ‘arte brasileira hoje’ é um absurdo! A maior Bienal de nosso país, a de São Paulo, está inteiramente falida, corrupta e desatualizada. Eu não agüento mais essas mostras que ficam afirmando que Athos Bulcão, Tunga e Leda Catunda fazem parte da história da arte contemporânea hoje. O tempo deles já foi! Viva a nova geração! Acho que o Agnaldo Farias está precisando se atualizar, dar uma viajada pelo Brasil e ver o que os artistas brasileiros estão fazendo hoje! Dentro e fora do país.
